Quando a CBF iniciar, às 11h (horário de Brasília), em sua sede no Rio de Janeiro, o último sorteio da Copa do Brasil de 2026, não será apenas a definição do caminho das quartas de final. Os oito classificados, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória conhecerão também uma espécie de mapa da sobrevivência para os oito clubes que ainda disputam o título.
A partir das bolinhas será possível descobrir quem poderá cruzar o caminho de quem até a decisão. No sorteio, serão definidos os quatro confrontos das quartas, os mandos de campo e o chaveamento das semifinais. Não existem restrições: qualquer equipe pode enfrentar qualquer outra. As partidas desta próxima fase estão previstas para 26 e 27 de agosto, na ida, e 2 e 3 de setembro, na volta. E é essa liberdade que dá ao sorteio uma importância maior do que determinar os próximos jogos.

Três clássicos Estaduais estão entre as possibilidades. Atlético-MG e Cruzeiro podem transformar as quartas em duelo mineiro. Grêmio e Internacional correm o risco — ou alimentam a expectativa — de disputar um Gre-Nal valendo lugar na semifinal. Palmeiras e Santos completam a relação de rivais que podem ser colocados frente a frente.
Clássicos agora ou no futuro
Mas a questão mais interessante estará do outro lado da combinação. Caso esses clubes escapem de seus rivais agora, o chaveamento poderá reservar alguns desses encontros para mais adiante. Da mesma maneira, uma concentração dos principais candidatos em uma metade da chave produzirá inevitavelmente uma estrada mais pesada até a decisão.
É aí que o sorteio começa a interferir na leitura sobre favoritismo. Porque tradição não falta entre os sobreviventes. Sete dos oito classificados já conquistaram a Copa do Brasil e, juntos, acumulam 20 títulos. O Cruzeiro lidera essa conta, com seis taças, seguido pelo Grêmio, com cinco, e pelo Palmeiras, com quatro. O Atlético-MG tem duas conquistas. Internacional, Santos e Vasco levantaram o troféu uma vez cada.
O Vitória é a exceção. Único integrante das quartas que nunca venceu o torneio, o clube baiano não chega, porém, como personagem acidental dessa fase, pois reverteu desvantagem, em casa, diante de Flamengo e Athletico-PR, respectivamente, segundo e terceiro colocados do Brasileirão. Em uma edição na qual começou antes dos principais clubes do país, eliminou pelo caminho adversários de peso e agora tenta transformar sua condição de único não campeã no elemento capaz de quebrar a lógica histórica do grupo.
Começou com 126 clubes
A formação das quartas também confirma o quanto a competição se fechou ao chegar ao seu momento decisivo. A Copa do Brasil começou ampliada para um recorde de 126 participantes. Restaram oito equipes da Série A, todas representando centros tradicionais do futebol brasileiro. É uma concentração que elimina a possibilidade de apontar previamente um confronto confortável. Mas isso não significa que todas as rotas até o título terão o mesmo peso.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Um clube pode receber nesta terça-feira não apenas um adversário teoricamente mais acessível nas quartas, mas também enxergar uma semifinal menos ameaçadora no horizonte. Outro poderá descobrir que, para chegar ao jogo que vale a taça, terá de atravessar uma sequência de campeões e clássicos. E existe uma novidade importante esperando por quem sobreviver a tudo isso. Pela primeira vez, a Copa do Brasil será decidida em partida única. A decisão está marcada para 6 de dezembro, em local ainda a ser definido. Há ainda um prêmio de R$ 9 milhões para quem chegar à semifinal.
Por isso, as bolinhas desta terça não vão simplesmente formar quatro confrontos. Elas poderão separar os oito sobreviventes entre aqueles que enxergarão uma rota possível até dezembro e os que sairão do sorteio sabendo que, para chegar à decisão, talvez precisem eliminar alguns dos maiores vencedores que a Copa do Brasil já teve.





