Não é apenas a situação esportiva que preocupa o Palmeiras na Libertadores. O clube precisa da premiação da competição ao longo de suas fases, inclusive da cota dada pela Conmebol ao campeão do torneio, que é de US$ 25 milhões, o equivalente a R$ 130 milhões. Os valores acumulados chegam a R$ 205 milhões. A presidente Leila Pereira não pode ficar sem esse dinheiro ou parte maior dele. É uma condição diferente das temporadas passadas porque o clube gastou muito na contratação de jogadores, como Barboza e Arias, e se recusa a vender jogadores “grandões”, como Flaco e Allan.
O Palmeiras sabe que a Libertadores não vale apenas o troféu mais importante da América do Sul e uma vaga assegurada na segunda edição do Mundial de Clubes da Fifa, marcado para 2029 apenas. Para o clube, cada fase avançada representa uma nova injeção de dinheiro nos cofres. Leila precisa desse dinheiro para suprir a estimativa de vendas de atletas na ordem de R$ 400 milhões. Em 2026, a premiação distribuída pela Conmebol transforma cada classificação em uma disputa também financeira.

O valor de US$ 25 milhões é referente exclusivamente ao prêmio pela conquista. Ao longo da campanha, o clube campeão ainda acumula as cotas das fases anteriores e os bônus por vitórias na fase de grupos. Por isso, o valor total recebido por um time que chega à final e ganha o título passa fácil dos R$ 130 milhões. O montante quase dobra.
Mas quanto ganha o clube?
Vale lembrar que a competição começa a distribuir dinheiro já nas fases preliminares. Na primeira fase, cada clube recebe US$ 400 mil, aproximadamente R$ 2,08 milhões. Na segunda fase, o prêmio sobe para US$ 500 mil, ou R$ 2,61 milhões. Já na terceira etapa preliminar, o valor chega a US$ 600 mil, cerca de R$ 3,13 milhões. São quantias importantes para clubes de menor orçamento, que podem transformar uma boa campanha continental em uma receita extraordinária.
R$ 12 milhões aos semifinalistas
Na fase de grupos, cada participante recebe US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,22 milhões, como valor fixo. Existe ainda um incentivo por desempenho: cada vitória rende mais US$ 340 mil, cerca de R$ 1,77 milhão. Isso faz com que vencer não seja importante apenas para a classificação. Cada resultado positivo também aumenta a receita do clube. O Palmeiras teve três vitórias nesta fase.

A partir do mata-mata, os valores crescem de maneira significativa. A classificação para as oitavas de final rende US$ 1,25 milhão, aproximadamente R$ 6,52 milhões. Até, o clube de Leila já tem garantido. Mas precisa passar para as quartas para ganhar mais US$ 1,7 milhão, equivalente a R$ 8,87 milhões. Esse dinheiro, o Palmeiras só terá de ganhar do Cerro Porteño. As semifinais pagam R$ 12 milhões aos quatro classificados. O vice-campeão também sai da competição com uma premiação expressiva. O segundo colocado recebe US$ 7 milhões, o equivalente a R$ 36,5 milhões. É menos de um terço do prêmio destinado ao campeão, mas ainda representa uma receita para qualquer clube sul-americano, inclusive o Palmeiras.
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Há ainda as receitas indiretas por causa da Libertadores, como patrocinadores pontuais, ações de marketing possíveis dentro do estádio e com o novo administrador, a Nubank, e, claro, as rendas das partidas e os ganhos do match day (dia do jogo). Há ainda a valorização de todos os jogadores de Abel Ferreira. O time pode ter um novo herói e agitar o mercado europeu da janela de transferência de janeiro. Portanto, a parte esportiva da Libertadores caminha lado a lado com a questão financeira. O Palmeiras precisa das duas.





