O lançamento da nova terceira camisa do Palmeiras nesta sexta-feira, dia 21, homenageia as raízes italianas do clube e os 20 anos do tetracampeonato mundial da Itália na Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Naquela edição, a Azzurra ganhou da França em Berlim, nos pênaltis, após empate por 1 a 1. Mas o modelo da camisa do Palmeiras mal saiu do forno e já virou assunto quente nos bastidores dos clubes e na “comunidade italiana”. O motivo? Um detalhe sutil – e indesejado – na parte de trás da camisa.
A peça traz estampada a frase “Scoppia che la vittoria è nostra” (“Explode que a vitória é nossa”), lema histórico que embala a paixão palmeirense e também italiana por sua seleção. O problema é que no processo de gravação e tipografia do tecido, o responsável, que ainda não se sabe quem é, cismou em colocar um acento agudo na palavra “vittoria”, transformando a escrita em “vittória”. Ou seja: errada.

Trata-se de um detalhe, para muitos sem importância, mas não para os palmeirenses mais enraizados às coisas da Itália e sua tradição. Aliás, a homenagem foi feita pensando nessa geração e seus laços familiares. Na gramática italiana, o termo não leva acento. O erro passou batido e foi parar direto na linha de produção da Puma e nas araras das lojas oficiais.
Palmeiras tem contrato com a Puma
A gafe gerou indignação nos corredores do departamento de marketing, tanto da diretoria palmeirense quanto da fornecedora de material esportivo. O clima de festa pelo lançamento, que incluiu uma campanha cinematográfica gravada em Milão, Bérgamo e nos Alpes, foi momentaneamente ofuscado pela saia-justa de ter um produto oficial com um erro ortográfico em outro idioma. Um detalhe que incomodou. E que só terá correção, provavelmente, numa segunda ou terceira tiragens.
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Conselheiros do Palmeiras ainda pressionam pelo recolhimento do lote junto à presidente Leila Pereira, que já tinha uma tratativa para o retorno da da marca adidas ao clube. Até o momento, no entanto, nem Palmeiras nem Puma se pronunciaram sobre o tema. As partes têm contratos vigentes. O contrato entre Palmeiras e Puma é válido até o fim de 2028. O acordo rende ao clube R$ 50 milhões por ano, mas pode chegar a R$ 60 milhões com o cumprimento de metas de vendas.

A parceria foi assinada em 2019 e foi renovada em julho de 2024. Enquanto a polêmica causa corre-corre interno, o time se prepara para estrear o novo uniforme neste domingo, contra o Vasco, no Nubank Parque, pelo Campeonato Brasileiro.





