Trinta anos depois, Vasco e Independiente Santa Fe voltam a se encontrar em um mata-mata continental. Fazia tempo que os rivais não se cruzavam nas disputas sul-americanas. O reencontro não poderia ter um cenário mais simbólico: o El Campín, em Bogotá, palco da eliminação vascaína para os colombianos na semifinal da Copa Conmebol de 1996. Nesta terça-feira, os clubes iniciam a disputa por uma vaga na semifinal da Sul-Americana. O jogo da volta será no Rio.
O confronto de 1996 ainda está vivo na memória do torcedor vascaíno. No primeiro jogo, no Maracanã, o Vasco venceu por 2 a 1, com dois gols de Ranielli. O Santa Fe descontou com Wittingham, de pênalti, o esse gol mudou a vantagem do time brasileiro. Na partida de volta, em Bogotá, os colombianos venceram por 1 a 0, com gol de Villamizar, levando a decisão para os pênaltis. O jogo ganhou em emoção. Mas nos pênaltis, o Santa Fe levou a melhor por 6 a 5 e avançou para a final. O time colombiano acabou perdendo a decisão para o Lanús, mas deixou pelo caminho um Vasco, que tinha nomes como Edmundo e Juninho. Agora, três décadas depois, a história ganha um novo capítulo, em uma competição da Conmebol e com o primeiro jogo em Bogotá.

O retrospecto geral entre os clubes é curto. São três partidas apenas, considerando também um amistoso disputado em 1954: duas vitórias do Vasco e uma do Santa Fe. Em jogos oficiais, porém, há equilíbrio absoluto: uma vitória para cada lado. O Vasco marcou quatro gols e sofreu três no histórico geral. Mas existe um dado que preocupa o Vasco para o duelo desta terça. O Santa Fe tem um retrospecto impressionante como mandante em confrontos eliminatórios de competições da Conmebol: em 44 jogos, sofreu três derrotas, com 27 vitórias e 14 empates. Contra clubes brasileiros, a campanha é ainda mais forte: seis vitórias e um empate em sete jogos.
Embalado pelas Copas
O Vasco chega ao confronto embalado pelo desempenho nas Copas. A equipe de Pedro Emanuel eliminou o Vitória nas quartas de final da Copa do Brasil, venceu os dois jogos e avançou à semifinal. Na Sul-Americana, também vem de uma classificação marcante diante do Olimpia, no Paraguai. O problema está no Campeonato Brasileiro, onde o Vasco ocupa a 17ª colocação, com 25 pontos, e precisa administrar a luta contra o rebaixamento. Há muito risco de cair.
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O Vasco é um time que tem mostrado força nos mata-matas, mas vai jogar contra um adversário que transforma o El Campín em uma fortaleza. E existe ainda a carga histórica de 1996. Para avançar, o Vasco terá de escrever uma história diferente daquela de 30 anos atrás.





