Fernando Diniz deixou o Maracanã com a quinta derrota consecutiva do Corinthians no Campeonato Brasileiro, mas com um discurso muito diferente daquele adotado uma semana antes. Se após a virada sofrida diante da Chapecoense, por 2 a 1, na Neo Química Arena, o treinador se dizia constrangido e pedia desculpas ao torcedor, neste domingo enxergou sinais de reação na derrota por 2 a 1 para o Flamengo.

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A mudança de humor não foi pelo desempenho da equipe, que atuou com a mescla de titulares e reservas. Fernando Diniz concentrou sua avaliação positiva no comportamento da equipe e juntou a apresentação no Maracanã ao empate por 1 a 1 com o Estudiantes, na Argentina, pelas quartas de final da Libertadores.

Fernando Diniz, treinador do Corinthians
Fernando Dininiz minimiza as cinco derrotas seguidas e se anima após o desempenho nos dois últimos jogos / Corinthians

Fernando Diniz renova confiança

Para ele, os dois jogos mostraram um Corinthians diferente daquele que havia acumulado derrotas para Cruzeiro, Coritiba, Santos e Chapecoense no Brasileiro. “Sequência muito incômoda. Os quatro jogos perdidos não foi porque não jogamos bem, mas deixamos a desejar no comportamento. Hoje foi diferente”, elogiou treinador.

Por causa dessa mudança, Diniz se apoia para acreditar que o momento do Corinthians pode começar a mudar. O time continua em situação desconfortável no Brasileiro: soma 32 pontos, ocupa a 13ª colocação e viu a sequência de derrotas chegar a cinco partidas justamente diante do líder da competição. Mas o treinador entende que, antes da reação na tabela, houve uma recuperação daquilo que mais vinha cobrando publicamente de seus jogadores.

É justamente nesta mudança que o treinador se apoia para acreditar que o momento do Corinthians pode começar a mudar. O time continua em situação desconfortável no Brasileiro: soma 32 pontos, ocupa a 13ª colocação e viu a sequência de derrotas chegar a cinco partidas. “A gente não pode achar normal perder cinco jogos seguidos. Isso incomoda muito. Mas também não podemos deixar que essa sequência tire a nossa capacidade de reagir. O que eu vi hoje foi um time reagindo, mesmo com todas as dificuldades”, avaliou.

Partida vale a temporada

Na famosa ‘virada de chave’, o Corinthians agora se prepara para encarar o Estudiantes, no jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores, que acontece, nesta quarta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena. Diniz evita transformar o mando de campo em garantia de classificação. “Jogar em casa ajuda, a torcida empurra, mas não ganha o jogo sozinha. O Estudiantes é uma equipe experiente, competitiva e sabe jogar fora de casa. Vamos precisar fazer uma partida muito completa”, ponderou o técnico.

Segundo Diniz, a experiência do adversário, sua organização e o desempenho dos argentinos como visitantes durante a competição. “É uma equipe que não se desespera. Eles sabem sofrer, sabem marcar e também têm qualidade quando recuperam a bola. Não podemos achar que o empate da Argentina nos dá alguma vantagem definitiva”, analisou.

Na primeira partida, ele já havia advertido que o confronto está em aberto e lembrou que o Estudiantes é uma equipe acostumada a atuar longe de seus domínios. Agora, depois de administrar jogadores no Maracanã, classificou o compromisso de quarta-feira como uma ‘grande batalha’. “Precisamos de concentração, coragem e entrega do primeiro ao último minuto. A torcida vai fazer a parte dela, mas os jogadores precisam responder dentro de campo disse.

Hugo Souza, goleiro do Corinthians
De volta ao Maracanã, Hugo Souza foi um dos titulares escalados, mas não evita a derrota contra seu ex-clube / Flamengo

Perigo argentino

É nela que o Corinthians tentará transformar em resultado aquilo que Diniz afirma já enxergar no comportamento. “A Libertadores pode ser um ponto de virada, mas só se a gente entender que não basta falar. Temos de jogar com essa intensidade, com essa disposição e com essa união. O time precisa mostrar isso na quarta-feira”, afirmou.

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A classificação significaria mais do que uma vaga entre os quatro melhores da América. Confirmaria a percepção do treinador de que as apresentações contra Estudiantes e Flamengo marcaram uma mudança depois do pior momento vivido pela equipe no Brasileiro. “Uma classificação não apaga as derrotas do Brasileiro, mas pode nos dar confiança e energia para retomar o caminho. O Corinthians precisa voltar a vencer, e vencer jogos grandes pode ajudar muito nesse processo”, avaliou.

E permitiria ao Corinthians retornar à competição nacional com outro ambiente. Porque, por enquanto, a reação defendida por Diniz está sustentada principalmente na entrega que ele voltou a enxergar em campo. “O torcedor pode cobrar resultado, e tem razão para cobrar. O que nós podemos garantir é que não vai faltar trabalho e que a equipe precisa voltar a competir como competiu hoje. Esse é o primeiro passo”, afirmou concluiu.

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