Por que o Real Madrid não consegue encontrar espaço para Endrick? Essa é a pergunta que começa a ganhar força em Madri depois de apenas quatro minutos disputados pelo brasileiro na temporada sob o comando de José Mourinho, que tanto disse que queria o brasileiro em seu elenco. O atacante de 20 anos voltou ao clube espanhol depois de uma passagem pelo Lyon, onde recuperou o seu protagonismo e até foi para a Copa do Mundo. Mas novamente ele aparece diante da possibilidade de deixar o Santiago Bernabéu por empréstimo. Milan e Roma já surgem como possíveis destinos em janeiro.
A situação é curiosa porque Mourinho foi um dos responsáveis pela permanência de Endrick no Real Madrid na última janela. O treinador português havia resistido à saída do jogador e afirmado publicamente que gostava muito dele e pretendia trabalhar com o brasileiro nesta temporada. O problema é que a confiança declarada ainda não se transformou em minutos dentro de campo: Endrick soma apenas quatro minutos oficiais. Ou seja: ele não joga. Pessoas ligadas ao jogador buscam soluções para a sua carreira.

O cenário não significa que o Real Madrid não queira Endrick. A questão é outra: o clube precisa decidir se é melhor mantê-lo no elenco com pouca utilização, na reserva na maioria das vezes, ou permitir uma nova saída para que ele tenha sequência em outro lugar. O fato é que ele não joga no Real Madrid nem o clube espanhol consegue arrumar espaço para o atacante. A concorrência é pesada. Mbappé ocupa a posição de centroavante, enquanto Carlos Espí também ganhou espaço. O brasileiro ainda pode atuar pela direita, setor que reúne outras opções no elenco, como Rodrygo e Brahim Díaz.
Endrick precisa de sequência
Endrick já mostrou que precisa de sequência para produzir. Todo jogador precisa. No primeiro semestre de 2026, o Real Madrid o emprestou ao Lyon para que pudesse jogar com mais frequência e recuperar espaço. Havia o sonho e o desejo de disputar a Copa. Na França, o brasileiro disputou 21 partidas, marcou oito gols e deu oito assistências. Fez o nome. O desempenho foi suficiente para recolocá-lo em evidência e contribuir para sua convocação por Carlo Ancelotti.
A passagem pelo Lyon também mudou a perspectiva do próprio jogador. Depois de viver períodos de pouca utilização em Madri, Endrick encontrou na França um ambiente em que conseguiu participar mais do jogo e ter responsabilidade ofensiva. Ele se redescobriu e ganhou confiança. Entendeu que tem futebol para jogar na Europa. O retorno ao Real Madrid, portanto, não aconteceu como a volta de um jovem que precisava esperar sua vez. Ele voltou depois de provar que pode ser protagonista. No entanto, Mourinho ainda não está convencido disso.

O problema é que a realidade encontrada em Madri foi novamente de espera. Endrick ainda sofreu uma lesão muscular na pré-temporada, o que atrasou sua participação. Mas mesmo depois de recuperado, continuou tendo poucas oportunidades. Quatro minutos é pouco. Muito pouco para um atacante de Copa do Mundo. É nesse contexto que Milan e Roma voltam a aparecer. Segundo o site Calciomercato, os dois clubes italianos estudam um empréstimo para janeiro, daqui a três meses. O Milan já havia tentado avançar pelo brasileiro em agosto, mas encontrou resistência de Mourinho.
Milan quer o atacante
Agora, diante da possibilidade de uma nova avaliação do futuro de Endrick, o clube italiano que já teve Kaká e Pato como duas estrelas do Brasil, para citar apenas dois, monitora a situação. A Roma faz o mesmo.
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A decisão, portanto, ainda não está tomada. O Real Madrid terá de escolher entre insistir no desenvolvimento de Endrick dentro do elenco de Mourinho ou permitir que o brasileiro saia para jogar na Itália. A estimativa é que Endrick ganhe R$ 2,3 milhões por mês. A experiência do Lyon mostrou o que acontece quando o atacante encontra espaço: os quatro minutos desta temporada mostram o tamanho do problema em Madri. Para Endrick, a questão deixou de ser apenas permanecer no Real Madrid. Agora, é conseguir jogar.





