Por Leonardo de Sá

O cenário de punições da Fifa tornou-se um obstáculo frequente na gestão dos grandes clubes brasileiros, forçando dirigentes a buscarem soluções financeiras de emergência para manter o planejamento esportivo. A sanção, que impede o registro de novos atletas, expõe a fragilidade das finanças nacionais perante as cobranças do mercado internacional e do tribunal suíço. E escancara a cara de pau dos clubes brasileiros de não pagar o que devem.

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Atualmente, o Santos lidera o ranking de punições na história recente, mas não está sozinho nessa luta burocrática. O clube da Vila tem oito transfer bans. Gigantes como Corinthians, São Paulo, Botafogo e Vasco também precisaram lidar com o bloqueio de suas janelas de transferência recentemente para garantir que seus elencos permanecessem competitivos ao longo da temporada de 2026. O transfer ban da Fifa só acontece em caso de clubes não pagarem outros clubes e jogadores.

João Basso em partida pelo Santos: jogador está no centro de novo caso de transfer ban do clube na Vila / Santos FC

Santos: recordista de punições

Infelizmente, o Santos consolidou-se como o clube que mais sofre com o bloqueio de registros no Brasil. O que significa que é o que menos paga os combinados. Nesse contexto, o caso atual envolve uma dívida de R$ 16 milhões com o Arouca, de Portugal. O débito refere-se à compra do zagueiro João Basso em 2023. Portanto, a diretoria aposta nos recursos da venda do lateral Souza ao Tottenham para quitar o que deve e, assim, inscrever novos atletas, como o volante Christian Oliva.

São Paulo: caso Calleri

O São Paulo viveu uma situação inédita em agosto de 2025. O clube sofreu seu primeiro transfer ban devido ao atraso no pagamento do volante Bobadilla ao Cerro Porteño. Além disso, houve um novo bloqueio em dezembro por débitos com o agente de Jonathan Calleri, principal jogador do time. Consequentemente, a regularização total ocorreu apenas em janeiro deste ano, após o pagamento de R$ 5,3 milhões.

Os processos que chegam à Corte Arbitral da Fifa são analizados até a última instância. Geralmente, as partes tentam se acertar antes da decisão de aplicar a pena. Uma vez informado o transfer ban, o clube devedor tem três anos para pagar. Nesse período, ele não pode inscrever jogadores no elenco.

Corinthians: dívidas milionária

O Corinthians precisou desembolsar valores vultosos para se livrar das sanções internacionais da Fifa. Em agosto de 2025, a compra do zagueiro Félix Torres gerou um acordo de R$ 41,6 milhões com o Santos Laguna. Além disso, em janeiro deste ano, a diretoria quitou a dívida de R$ 41,2 milhões com Matías Rojas. Nesse cenário, o clube utilizou premiações da Copa do Brasil e antecipações da televisão para liberar o mercado de contratações.

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Botafogo: aporte de John Textor

O Botafogo derrubou seu transfer ban no dia 6 de fevereiro. Portanto, há menos de um mês. O bloqueio ocorreu pelo não pagamento de US$ 21 milhões ao Atlanta United, dos Estados Unidos, pelo jogador Thiago Almada. Nesse sentido, o aporte financeiro de John Textor foi decisivo para a confirmação do pagamento. Consequentemente, o dono da SAF liberou o clube para reforçar o elenco focado no estilo de ataque da equipe.

O transfer ban é um mecanismo que a Fifa encontrou para que o futebol não sofra com dívidas não pagas feitas entre os clubes e também entre os clubes e os jogadores. Deixar de ter novos reforços no elenco até que a pendência financeira seja quitada foi a forma de punir os times do mundo inteiro. O Brasil tem aumentado os seus processos nos tribunais da entidade.

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