Abel Ferreira não convenceu em suas explicações estapafúrdias sobre manter Jhon Arias no banco de reservas do Palmeiras na primeira partida da decisão do Paulistão. Ele se fez de bobo e respondeu a pergunta sobre o colombiano como quis. Disse que todos no elenco do Palmeiras são iguais. Não há novidade nisso. É que o jogador será escalado quando ele decidir que Arias deve começar entre os titulares. Ou seja: quando ele quiser. Abel adora esses “joguinhos” de poder. Suas palavras, no entanto, foram vazias.
Há dois motivos para manter Arias na reserva. O primeiro deles é que os dois jogadores candidatos a deixar o time precisam jogar. Maurício está bem na temporada e existe a chance de ele disputar a Copa do Mundo pela seleção do Paraguai, agora que se naturalizou e há três meses para a competição. Se puder ajudá-lo nessa empreitada, Abel fará isso com gosto. Ele também não tem como tirar o meia por causa das boas atuações.

O outro candidato a ceder o seu lugar para o colombiano é Allan, que até outro dia era reserva, mas que precisa agora estar na vitrine para ser o garoto da base negociado por uma pequena fortuna neste ano. Ela vai para a Europa. Sempre que entra, o atacante joga bem. Ele não é o Arias, mas pode ajudar.
Palmeirense está desconfiado
O fato é que não se deixa um reforço como Arias fora do time numa decisão. Certo? Errado. Porque Abel, um dos treinadores que mais ganharam títulos no clube, já deixou. O torcedor não entendeu. A vitória por 1 a 0 contra o Novorizontino ficou pequena, pelo menos foi o que alguns palmeirenses acharam em conversas paralelas. A volta será na casa do rival, que derrubou gigantes como Santos, Corinthians e o próprio Palmeiras na fase de classificação do Estadual. O palmeirense confia, mas está preocupado.
Abel sempre tem um plano. O seu time vai sempre melhor na segunda partida do que na primeira. É preciso também confiar um pouco no treinador. O desconhecido Abel que chegou ao Brasil tem crédito, apesar da falta de conquistas de 2025. Ele descansou Vitor Roque para o jogo final. O atacante é um dos principais jogadores do time. Ele prepara Arias para ganhar o seu primeiro campeonato no Palmeiras e talvez como protagonista.
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Jogar no limite na Arena Barueri teve o seu motivo. E boa dose de sorte também. Afinal, aquele pênalti de Robson defendido por Carlos Miguel foi um desastre. Abel quer o Palmeiras dando tudo na partida de volta. Sufocando o rival dentro do seu alçapão. É capaz que o time faça a sua melhor apresentação no ano. Este é o plano. Nada foi combinado com o Novorizontino, diga-se. Portanto, não será tão simples assim.





