O Palmeiras garantiu sua vaga na final do Paulistão ao bater o São Paulo por 2 a 1 na Arena Barueri. O time de Abel Ferreira foi superior e soube aproveitar os erros do adversário, que não fez um jogo à altura da exigência da partida. No entanto, mesmo com o resultado positivo, o comandante português questionou a condução da arbitragem de Daiane Muniz dos Santos em lances específicos. A insatisfação focou na penalidade que permitiu ao Tricolor diminuir o placar no segundo tempo e “retornar” para a disputa do clássico. Em sua entrevista, Abel também disse que pode ser “Pateta” quando quer.
O técnico classificou a marcação da árbitra Daiane como um “lance duvidoso” que alterou a dinâmica do jogo. O lance envolveu uma disputa entre Marlon Freitas e Bobadilla, resultando no gol de Calleri após o VAR não recomendar a revisão do pênalti. Para o treinador, a equipe produziu o suficiente para construir o placar de 2 a 0 de forma justa antes dessa intercorrência. Assim, a análise de Abel reforça uma ideia de que as decisões de campo trouxeram uma dificuldade extra ao confronto eliminatório do Estadual. Ele não entrou em detalhes sobre o pênalti não marcado para o São Paulo quando a bola bateu no braço do zagueiro Gustavo Gómez.

Além da arbitragem, Abel utilizou o microfone para falar sobre a organização do calendário brasileiro e a falta de isonomia. O técnico defendeu que as equipes deveriam ter, no mínimo, três dias de intervalo para preservar o nível do espetáculo. Ele fala isso sempre que pode. E tem razão. Mas a CBF não arrumou o calendário para isso. Segundo o treinador, a diferença na recuperação física entre os finalistas prejudica a competitividade e impede que os atletas atuem em sua plenitude. O comandante reforçou que sua cobrança visa as mesmas condições para todas as equipes.
O que disse Abel
“Preciso ter os rapazes frescos, mas o futebol brasileiro não deixa. Eu defendo aquilo que é melhor para o futebol brasileiro. Tem de dar as mesmas condições para todas as equipes”, afirmou. O técnico destacou que, para valorizar o produto futebol, quem organiza deve olhar para o tempo de descanso dos jogadores. Sem as mesmas condições de preparo, o treinador acredita que o rendimento dos atletas acaba sacrificado em prol de uma tabela apertada. Quando o intervalo de três dias é respeitado, Abel diz que sua equipe tem condições de correr os 90 minutos. Ele reiterou que essa defesa por igualdade física não é apenas para o seu clube, mas para todos os times.
Novorizontino na decisão
O adversário na decisão será o Novorizontino, que garantiu sua vaga ao eliminar o Corinthians. O primeiro embate ocorre nesta quarta-feira, dia 4, abrindo a sétima final consecutiva do Palmeiras na competição. Na fase classificatória, o time do interior venceu o Palmeiras por 4 a 0.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Para o comandante palmeirense, enfrentar um rival que teve mais tempo de recuperação fere o princípio da igualdade desportiva. Ele reforçou que a cobrança por condições idênticas de trabalho é uma forma de olhar para o espetáculo. Com o título em jogo, o treinador foca na recuperação dos seus atletas para enfrentar o adversário que bateu o Corinthians, atual campeão regional. O Palmeiras inicia a semana de preparação para a final com o alerta ligado sobre o tempo de descanso do elenco.





