Abel é um técnico do conflito, como era Felipão e como sempre foi Dunga. Isso é dele. Para o treinador do Palmeiras, discordar é importante para unir. Discordar da imprensa, claro. Quando ele arruma confusão do nada, intriga da sua própria cabeça, com os jornalistas que questionam as coisas do Palmeiras, grandes ou pequenas, Abel se vale daquela velha, ultrapassada e desnecessária conduta do “nós contra eles”. Sendo que o “nós” é o seu elenco e o “eles” são todos os que pensam diferentemente dele, mas principalmente os jornalistas.
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Abel não é da paz. Ele é do conflito. Para ele é mais fácil gerir dessa forma do que entendendo os lados e as situações. Abel, além de bipolar, como ele mesmo disse ser entre o profissional de campo e o homem, é também míope. Foi Estêvão quem disse o que disse sobre a sua falta de foco porque a ficha de se transferir para a Inglaterra está caindo e isso parece lhe assustar como nunca antes.

Todos entenderam Estêvão
A resposta mais coerente e inteligente de Abel ao ser questionado na entrevista coletiva desta sexta-feira sobre o garoto de 18 anos era ter dito que Estêvão falou sem pensar, nesses rompantes que só os meninos de sua idade têm e tal… Mas ele, claro, preferiu o conflito, o sangue… Poderia ter levado numa boa, afinal, todos torcem pelo menino.
Eu não sei o que vocês querem. Acho que é normal, um moleque que foi transferido DIZER ISSO. O que nos distingue dos animais? Sentimentos e emoções. Então é normal. É normal estar ansioso, normal um moleque que tem um sonho. ele é tão puro e moleque por ter 18 anos que falou o que sentia, porque é normal. Mas uma boa parte o trucidou. É isso que vocês fazem nos jogadores aqui. Façam um resumo de jogadores top e ouçam o que dizem os jogadores. É isso que vende, o sangue… É o que vende. Vocês ganham dinheiro de uma forma e nós de outra.
ABEL FERREIRA
Mas Abel é incapaz de passar por cima das coisas com facilidade. Ele também gosta de sangue. Essa é a verdade. Ele precisa de um culpado, de uma encrenca e de uma oportunidade para dividir. Com isso, deve ter mais facilidade para fazer juntar o seu time. Suas piadinhas de “vender a imprensa brasileira” tem um fundo de desejo, de ilusão, dos que não entendem o trabalho do jornalista ou dos que preferem não ter repórteres à sua frente. Há muitos desses na história.
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É um direito dele ser como é. E como ele mesmo disse na Filadélfia, onde o Palmeiras encara o Botafogo pelas oitavas do Mundial de Clubes, suas palavras não passam de opinião. Quem ouve pode se valer dela ou simplesmente dispensá-la.





