O americano comum não comprou o Mundial de Clubes. Isso é um problema para a Fifa resolver não somente na primeira edição da competição que acontece nos Estados Unidos, mas projetando a Copa do Mundo do ano que vem. O torcedor americano não está nos estádios, mas ele continua se divertindo com os esportes do país.

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Nesta semana, fui atrás desse torcedor e o encontrei no… beisebol. Ele estava lá, na partida de quarta-feira entre o NY Mets e o Atlanta, no Citi Field. O estádio, que fica no complexo esportivo que também vai receber em agosto o US Open, o Grand Slam dos Estados Unidos de tênis, no bairro do Queens, em Nova York, recebeu 38 mil americanos. Havia latinos no jogo do Metz, mas a predominância era de americanos, homens, mulheres, crianças, famílias inteiras, tudo o que a Fifa não viu ainda nas partidas de futebol do Mundial.

The Football encontrou o torcedor americano que não está nos jogos de futebol do Mundial de Clubes / Robson Morelli

O americano comum vai ao estádio para se divertir, conversar com os amigos e, claro, beber e comer. De modo que as empresas de alimentação têm nos esportes americanos (basquete, beisebol e futebol-americano) uma de suas maiores fontes de receita. Nada é vendido por menos de US$ 10. Um refrigerante de tamanho padrão custa US$ 8. Um sorvete vendido num copinho no formato de um chapéu dos rebatedores do beisebol não sai por menos de US$ 9. Há filas para comprar.

Comer e beber o tempo todo

O jogo do Metz durou 2h43 minutos. Durante esse tempo, o torcedor americano não economizou dinheiro. Os bares, lanchonetes e sorveterias atendem torcedores o tempo todo. Portanto, não há o menor pudor de deixar a partida de lado e se meter em filas para comprar o que comer ou beber.

As bolinhas rebatidas em direção ao público fazem a festa dos torcedores. Quem consegue pegar uma, guarda como recordação. E aparece no telão no estádio. Nas rápidas paradas do jogo, há uma série de promoções de marcas conhecidas com muitos prêmios. Nas partidas, há uma espécie de rifa em tempo real. Os torcedores conectam um QR Code para participar. Esse dinheiro vai acumulando durante o jogo e ele é sorteado no fim da disputa para um felizardo torcedor. Portanto, um felizardo pode sair do estádio com até US$ 500 mil. No futebol não há nada disso.

Americano lota o Citi Field, campo do NY Mets, para acompanhar uma partida de beisebol de 2h43 minutos / Robson Morelli

Todos os assentos são demarcados como no futebol. E as lanchonetes, muitas delas, ficam em todos os andares do campo. De modo que é muito fácil sair do seu lugar para comprar alguma coisa e voltar depois.

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A Fifa vai ter de pensar num jeito de colocar o americano para dentro do jogo, de modo que ele possa participar mais ativamente deste Mundial, ao menos nas fases agudas, em New Jersey, mas principalmente na próxima Copa do Mundo. Mas o jeito de torcer do americano é diferente do latino. Ocorre que o desafio já foi superado na Copa de 1994, quando o Brasil se sagrou campeão. Mas parece que o desafio do presidente Gianni Infantino é maior agora.

Vai ser um problema na Copa

A propósito, tanto nos jogos do Mundial de Clubes quanto na partida de beisebol, o hino dos Estados Unidos é tocado e todos ficam em pé. Militares da reserva são homenageados nos telões. Torcedores batem continência. Assim, durante a Copa do ano que vem, com a competição de seleções, a Fifa terá problemas com países que estão proibidos de entrar nos Estados Unidos, como o Irã.

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