Filadélfia – Carlo Ancelotti sabe que o Brasil ficou devendo na estreia da Copa. O treinador italiano prepara poucas mudanças na seleção para a segunda partida da fase de grupos nesta sexta-feira, contra o Haiti, na Filadélfia. Mas não quis revelar quais desta vez. Disse não ter falado com os jogadores ainda.
Ancelotti vai mudar o lado direito do time, com a entrada de Danilo e provavelmente Luiz Henrique, caso Raphinha não tenha condições de jogo. Ele está com bolhas nos pés. O treinador admitiu a fragilidade do Brasil no primeiro tempo do jogo com Marrocos. Não está satisfeito. Em sua avaliação, ninguém jogou bem. Ele entende, no entanto, que o peso da camisa brasileira na Copa pode ter atrapalhado os seus jogadores. “Mudei a equipe no fim do primeiro tempo e podemos fazer algumas alterações para ter jogadores mais frescos. Não são mudanças apenas para melhorar o jogo, mas para buscar o equilíbrio. Precisamos errar menos passes. Temos qualidade para fazer isso. Será um jogo intenso”, disse.

A pressão não assusta o treinador. Ele passou a semana cobrando os seus atletas e tentando buscar o equilíbrio nos setores do campo, principalmente no meio de campo. Em sua avaliação, o Brasil errou passes e posicionamento na estreia. Ancelotti não condenou os seus jogadores como fez boa parte da torcida brasileira. Ele entende que a expectativa era imensa com a seleção e mais ainda com o seu trabalho. E nenhum dos dois foi bem.
Sem medo de pressão
Ancelotti recorreu ao seu currículo para gerir a equipe. Lembrou de sua experiência nos clubes da Europa, nas diferentes ligas e Champions, sempre como um vencedor. Encarou as cobranças sem alterar a voz, com paciência e objetividade. “Tenho experiência para lidar com a pressão. O resultado não foi bom (na estreia) e isso nos deixou um pouco críticos em relação à equipe, mas precisamos fazer uma crítica construtiva e positiva. Foi apenas o primeiro jogo. A Copa do Mundo não se ganha na estreia. Temos de buscar soluções. Trabalhamos nesses dias para tentar solucionar isso”.
Endrick e mudanças
Mas houve um ponto em que Ancelotti não convenceu em suas declarações. Foi sobre Endrick. O treinador encheu a bola do garoto de 19 anos do Real Madrid, mas foi enfático ao dizer que ainda não chegou a sua hora. “Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar suas qualidades nesta Copa e também na próxima. Mas ele é paciente, não tem pressa e é muito maduro para a idade que tem. Além disso, a família está próxima dele, o que é fundamental para um jovem. Vamos esperar o momento correto, porque ele será importante para a seleção”.
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The Football apurou que Ancelotti prepara o atacante para as fases mais agudas do Mundial. Ele ainda não se convenceu do momento de escalar o atacante. Matheus Cunha deve assumir a vaga de Paquetá no meio de campo. Também é certo, pelo que insinuou o técnico, que Casemiro e Bruno Guimarães continuam no time. Igor Thiago pode ter nova chance. O Brasil vai apostar no ataque aéreo na Filadélfia. Uma vitória encaminha a classificação. Uma goleada pode ajudar o Brasil nos critérios de desempate.
Ancelotti vai tentar melhorar a seleção com boa parte dos jogadores questionados pelo torcedor na partida contra Marrocos. Sua convicção em alguns atletas prevalece. E ele não abre mão deles. Uma de suas preocupações também foi não desmotivar quem jogou mal. Por isso, fez questão de dizer que todos não atuaram bem no primeiro tempo do empate da estreia. Os erros foram conversados na semana à exaustão. Ancelotti quer o Brasil com a bola e com muitos jogadores dentro da área do Haiti.





