Nova York – Carlo Ancelotti não deve nada a Neymar. O treinador da seleção brasileira conhece bem todos os jogadores do elenco e não tem nenhuma obrigaçã de escalar qualquer um dos atletas convocados para a Copa. A maioria já entrou em campo, mas é possível que nem todos tenham essa sorte. Vale lembrar que Ronaldo não jogou com o técnico Carlos Alberto Parreira na campanha do tetra em 1994, também nos Estados Unidos.

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Todos sabem que Neymar ficou com a última vaga na lista do treinador. Foi chamado na calada da noite e machucado. Ancelotti não quis deixar de “atender” um pedido nacional, mas ele foi enganado sobre a condição do atacante. Mesmo assim, o italiano abriu uma brecha em sua lista dos 26 e, desde então, trata o camisa 10 igual a todos os outros. Nem mais nem menos.

Neymar está recuperado da lesão na panturrilha direita, tem condições de atuar por 30 minutos, mas é reserva / CBF

Se havia alguma pendência de Ancelotti com Neymar, ela foi paga nos minutos finais em que ele entrou em campo contra a Escócia, escrevendo o seu nome na quarta edição do torneio da Fifa.

Neymar não é a primeira opção

Pela primeira vez desde a estreia de Neymar na seleção, um treinador não olha para o atacante refém do seu futebol e das pessoas que o cercam. Neymar não tem mais aquele futebol que encantou o mundo, mas sua presença e vontade sempre foram atendidas no time brasileiro e pela CBF. Ancelotti não trabalha dessa maneira.

Para se juntar ao elenco no Mundial, Neymar teve de passar por uma sabatina e dar “aceite” nas regras e orientações propostas a ele. Era a única forma de o jogador se juntar ao grupo. O cenário precisa ser explicado porque o Brasil está nas oitavas de final e Neymar ganha cada vez mais condições de atuar por mais tempo. Mas como Carletto deixou claro diante dos japoneses, o ex-atacante de Barcelona e PSG não é a primeira opção do banco.

Ancelotti trata todos os jogadores da mesma forma, sem facilitar a vida de nenhum deles na seleção / CBF

Sem Lucas Paquetá na próxima partida, machucado, Neymar se coloca à disposição do treinador para ocupar a vaga. Mas ele não tem condições físicas para isso, nem pernas para ajudar taticamente pelo lado esquerdo, fechando espaços e dando mais tranquilidade para Vini Júnior. Neymar teria de marcar. Ele nunca fez isso.

Atacante poderia entrar na prorrogação

Contra o Japão, Ancelotti afirmou que pensou no atacante apenas para a prorrogação, mas não no tempo regulamentar. Pensar não é escalar. Como Martinelli marcou o gol da virada na última corrida do ponteiro, não houve tempo extra e a seleção não precisou do atacante do Santos.

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Depois de três Copas e de uma total dependência do jogador, que se perdeu na busca pelo The Best da Fifa e nunca nem chegou perto da premiação, a seleção está liberta de Neymar. Recuperado da contusão na panturrilha e à disposição do treinador, ele parece entender o seu papel nesse teatro das operações do Brasil na Copa do Mundo. E, até agora, tem aceitado tudo o que lhe é oferecido e permitido nesta Copa.

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