Enquanto as atenções estavam voltadas para o Super Mundial de Clubes nos Estados Unidos, os clubes brasileiros ausentes da competição viveram uma espécie de trégua. Com quinze dias de férias e pelo menos duas semanas de pré-temporada — aquele luxo tão reivindicado por treinadores —, o futebol nacional experimentou um raro instante de silêncio, planejamento e descanso.

Seja parceiro comercial do The Football

Mas bastou o Mundial esfriar, com a eliminação dos brasileiros e o caminho livre para uma final europeia entre Chelsea e PSG, para que a rotina de mazelas reassumisse o protagonismo no Brasil. E, como sempre, poucas instituições refletem tão bem esse retorno à tormenta quanto o Corinthians da atualidade.

Memphins aparece no Corinthians com um dia de atraso, pede descuplas e diz que vai cumprir contrato / Corinthians

O clube paulista parece preso a uma espiral sem fim. O breve refresco da pausa global durou pouco, e a crise, que parece eterna, voltou com força: agora com nome, sobrenome e sotaque holandês. Memphis Depay, principal contratação da temporada, ameaçou não retornar das férias devido a uma pendência financeira na casa dos R$ 6 milhões.

Acreditamos que Depay vai ficar?

O impasse parecia encaminhado, mas, logo após a promessa de um acordo, Memphis faltou ao treino de quarta-feira sem dar explicações. As especulações sobre um rompimento definitivo tomaram corpo e se espalharam feito rastilho de pólvora. Na quinta-feira, no entanto, Depay reapareceu. Treinou, pediu desculpas ao elenco e, segundo relatos oficiais, reafirmou o desejo de seguir no barco até o fim do contrato. A dúvida é: até que ponto essa promessa se sustenta?

Porque o Corinthians vive, hoje, uma situação de insolvência disfarçada. Todo acerto feito parece mais um adiamento do que uma solução. A máquina continua girando com promessas, aditivos e esperanças de que amanhã haverá caixa. Mas, se Memphis condicionar sua permanência ao cumprimento rigoroso de tudo o que lhe foi prometido, é difícil acreditar que cruzará a linha de chegada da temporada de 2025 vestindo a camisa alvinegra.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok

Fora de campo, o cenário é igualmente desalentador. A guerra política segue em ebulição e novas eleições se aproximam — um pleito que pode provocar mudanças profundas de rumo, tanto para o bem quanto para o mal. No presente, o clube vive sob o comando de um presidente interino, figura que simboliza, mais do que nunca, a transitoriedade, a instabilidade e a ausência de rumo. Depois do Mundial, o mundo voltou ao normal. E o Corinthians, infelizmente, também.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui