O Bahia aproveitou a oportunidade e fechou, nesta segunda-feira, a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro com saldo positivo que vai além dos três pontos. Motivado ainda mais em função dos tropeços de adversários mais próximos, o Tricolor de Aço derrotou o Remo, por 2 a 1, na Fonte Nova, em Salvador, e entrou no G-4. Isso aconteceu porque Athletico-PR empatou com o Coritiba, por 3 a 3, na sexta-feira, e Fluminense e Cruzeiro perderam, respectivamente, para Atlético-MG, por 3 a 1, e Santos, por 2 a 1.

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O resultado levou o time do técnico Rogério Ceni aos 46 pontos, a mesma pontuação do Athletico-PR, que o terceiro colocado pelo critério de desempate número de triunfos (13 a 12). O Bahia aparece em quarto, enquanto o Fluminense ficou logo atrás, com 45 pontos. O Cruzeiro estacionou nos 42 pontos. A mudança na tabela não é apenas circunstancial. O Tricolor atravessa seu melhor momento no campeonato: são quatro vitórias seguidas e 11 partidas de invencibilidade.

Bahia Jean Lucas comemora a vitória
Com faro de artilheiro, Jean Lucas é decisivo no ataque e abre o caminho para o triunfo do Bahia na Fonte Nova / Bahia

Bahia encara duelo direto

Contra o Remo, porém, a partida foi menos confortável do que poderia. Jean Lucas abriu o placar, aos 20 minutos do primeiro tempo, período em que o Bahia conseguiu construir boas situações ofensivas, mas não transformou volume em vantagem maior. A falta de eficiência manteve o adversário vivo e obrigou o time a conviver com tensão até os minutos finais. Na etapa final, Luciano Juba ampliou de pênalti aos 45 minutos. O visitante, com gol de Vitor Bueno, aos 51 minutos, também em cobrança de penalidade, fechou o placar. o Leão permanence na vice-lanterna, com 23 pontos.

Na 28ª rodada, o Bahia visita o Athletico-PR, em um confronto direto que vale a terceira colocação do Brasileirão. É também aí que entra um componente diferente nesta temporada. A Série A distribui cinco vagas à Libertadores de 2027. Os quatro primeiros avançam à fase de grupos. O quinto colocado vai à fase preliminar. Outras duas vagas são dos clubes da Copa do Brasil, uma para o campeão e outra para o vice.

No cenário atual, portanto, o Bahia estaria classificado para a fase de grupos. O Fluminense, em quinto, iria para a preliminar. O Cruzeiro, sexto, estaria fora. Só que essa linha pode descer. As outras competições ainda em disputa tornam a definição das vagas muito mais móvel do que a classificação sugere.

Por exemplo, se um clube brasileiro conquistar a Copa Libertadores ou a Copa Sul-Americana e também terminar o Brasileiro dentro da faixa nacional de classificação, a vaga obtida pela competição doméstica é repassada ao próximo time elegível da Série A.

Combos de vagas

A Copa do Brasil também pode provocar esse efeito. Se campeão e vice já estiverem classificados para a Libertadores por outros caminhos, o Brasileiro pode ganhar vagas adicionais. Por isso, o atual G-5 pode terminar como G-6 ou mesmo G-7, dependendo das combinações.

O Palmeiras ajuda a ilustrar o cenário. Está na parte de cima do Brasileiro, está nas quartas de final da Libertadores e também disputa a semifinal da Copa do Brasil. Se conquistar a Libertadores, permanecer entre os primeiros da Série A e ainda ocupar uma das vagas destinadas aos finalistas da Copa do Brasil, haverá sobreposição. E cada sobreposição pode empurrar a linha classificatória para baixo.

Outros brasileiros ainda vivos nas competições continentais também podem mexer nessa conta. Para o Bahia, entretanto, a melhor estratégia é não depender dela. Portanto, terminar entre os quatro primeiros significa assegurar vaga direta pela própria campanha, sem precisar aguardar resultado de final continental, posição de outro clube ou redistribuição posterior. Essa é a vantagem real do lugar ocupado hoje pelo time de Rogério Ceni.

Bahia, o capitão Everton Ribeiro
Após o apito final na Fonte Nova, o capitão Everton Ribeiro celebra o quarto triunfo consecutivo do Tricolor / Bahia

O desafio é permanecer ali. A disputa segue apertada, e uma rodada pode alterar várias posições. Athletico-PR e Bahia estão empatados. O Fluminense aparece apenas um ponto atrás. O Cruzeiro continua próximo. E qualquer redistribuição futura tende a manter mais clubes interessados até as últimas rodadas.

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O Bahia chega a esse momento, porém, por mérito próprio. A sequência invicta mudou o tamanho de sua ambição. O time deixou de olhar para o G-4 como objetivo distante e passou a defendê-lo dentro de campo. Contra o Athletico-PR, terá a primeira oportunidade de mostrar se essa entrada no grupo dos quatro melhores é apenas o grande triunfo da 27ª rodada ou o começo de uma permanência que pode valer para a próxima Libertadores.

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