A grave lesão de Rodrygo caiu como uma bomba no planejamento da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O atacante do Real Madrid rompeu o menisco e o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Ele está fora do torneio nos Estados Unidos, México e Canadá. Artilheiro deste ciclo com oito gols, o atacante era uma peça versátil de Carlo Ancelotti, atuando como meia, ponta ou até centralizado. Sem o seu “coringa”, o treinador italiano terá de mexer na estrutura que vinha consolidando nos últimos amistosos.
A ausência de Rodrygo abre uma lacuna técnica e tática no elenco. Nos últimos jogos, ele permitia que Vini Jr. atuasse mais por dentro, ocupando o corredor esquerdo com maestria. Com a sua saída, a primeira grande dúvida é se Ancelotti devolverá Vinicius à ponta ou se buscará um substituto direto para manter o esquema. A disputa interna ganha novos contornos, elevando a importância de atletas que já figuravam nas listas recentes do treinador.

O retorno de Neymar?
Indiretamente, a contusão de Rodrygo reacende as chances de Neymar disputar sua quarta Copa do Mundo. Mas não há nenhum indício de que ele seja o escolhido. O jogador nunca foi convocado por Ancelotti. Sem o atual camisa 10, o astro do Santos surge como uma opção de qualidade técnica e peso emocional para assumir a responsabilidade. Mas o seu problema continua sendo o mesmo de anos: falta de condição física e intensidade.
Neymar não veste a “amarelinha” desde outubro de 2023. Sua evolução física no Santos é acompanhada de perto pela comissão técnica. Recentemente, ele balançou as redes duas vezes contra o Vasco. Ele ficou animado com os gols. Aos 34 anos, Neymar é visto como o jogador capaz de decidir partidas, algo que demonstrou no Catar mesmo em meio a limitações físicas.
Sua convocação preencheria não apenas a vaga aberta no ataque, mas também a liderança técnica perdida com a saída de Rodrygo. No entanto, sua utilização depende de como Ancelotti enxerga o equilíbrio do Brasil, já que o atleta santista hoje atua em zonas mais centrais e exige uma compensação defensiva maior dos companheiros. Além disso, o atleta vem de altos e baixos na carreira. Seria uma aposta complexa de se bancar. Casemiro, capitão do Brasil, pode convencer o técnico a levar Neymar para a Copa.
Concorrentes e a base de Ancelotti
Olhando para a última convocação, alguns nomes largam na frente pela regularidade com o treinador. Richarlison, que já trabalhou com o italiano no Everton, foi chamado em todas as listas e está recuperado de lesão. Outro nome forte é o de Luiz Henrique, do Zenit, que tem sido o “12º jogador” de Ancelotti nas últimas três convocações. Embora não viva sua fase mais artilheira na Rússia, ele oferece o vigor físico e a obediência tática que o comandante valoriza para manter o equilíbrio do setor ofensivo.
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Há outros jogadores na briga. Vitor Roque e a dupla do Chelsea, Estêvão e João Pedro, também ganham força na discussão. O atacante do Palmeiras tem tido um impacto positivo no time de Abel e já recebeu minutos nos últimos amistosos. Já João Pedro oferece uma opção de mobilidade que pode substituir o estilo de jogo associativo que Rodrygo entregava. Com a vaga do “Raio” em aberto, os próximos meses serão de observação intensa, onde a versatilidade e o momento atual nos clubes pesarão mais do que nunca.






Neymar tem que ir para copa