Um cenário de eterna instabilidade e agonia financeira toma conta do Botafogo. O clube carioca recebeu mais um transfer ban da Fifa nesta segunda-feira e está impedido de registrar jogadores nas próximas três janelas de transferências. A punição, desta vez, é por causa de uma dívida com o Ludogorets Razgrad, da Bulgária, pela compra do atacante Rwan Cruz em fevereiro de 2025. Na ocasião, o negócio foi fechado por 8 milhões de euros (R$ 48 milhões). O Botafogo, de John Textor, não pagou.

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A diretoria do clube ainda pode revogar a sanção assim que quitar o valor total ou entrar em acordo de parcelamento com o clube credor na Fifa. O jogador de 21 anos passou por General Severiano na última temporada, mas não se firmou no time. Ele foi emprestado para o Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e depois para o próprio Ludogorets Razgrad. Ele foi embora, mas a dívida ficou.

Instabilidade financeira: Botafogo, do investidor norte-americano John Textor, sofreu um novo transfer ban / Botafogo

O Botafogo também sofreu uma punição da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CBRD) da CBF por atraso no parcelamento do acordo. O anúncio coincidiu com um momento de turbulência na SAF, incluindo o adiamento de uma assembleia e a saída de alguns diretores financeiros do clube. Textor apresentou uma proposta de investimento de US$ 25 milhões em troca da emissão de novas ações do clube.

Reincidência e dívida

O Botafogo é um clube reincidente neste tipo de punição da Fifa. Entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, o clube sofreu um transfer ban pela inadimplência na compra do meia Thiago Almada, do Atlanta United, dos Estados Unidos. Na ocasião, o clube foi condenado a pagar US$ 21 milhões (R$ 114 milhões) ao rival americano. O bloqueio foi retirado após o time brasileiro chegar a um acordo com o credor.

Em março do ano passado, o Glorioso sofreu um transfer ban referente ao meio-campista Matías Segovia, do Guaraní, do Paraguai. Na ocasião, a diretoria alvinegra informou que o pagamento de US$ 452 mil já havia sido realizado e a restrição foi levantada após a comprovação. Portanto, não é de hoje que o Botafogo, de Textor, deixa de pagar suas dívidas na compra de jogadores. A Fifa não perdoa. O clube ainda corre risco de sofrer novos bloqueios caso não sejam solucionadas pendências financeiras com outros clubes internacionais.

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O Botafogo deve R$ 35 milhões pela contratação do atacante Artur, do Zenit, da Rússia, e R$ 13 milhões ao Real Bétis, da Espanha, pelo atacante Luiz Henrique. Dessa maneira, a situação deve ter novos capítulos e desdobramentos negativos. O clube vive uma crise aguda. O balanço de 2025 aponta uma dívida bruta de R$ 2,5 bilhões. Não há dinheiro para pagar isso.

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