Por Leonardo de Sá

Carlo Ancelotti está prestes a assinar um novo contrato com a CBF para continuar no comando da seleção brasileira por mais quatro anos. O que já era especulado nos bastidores se confirmou, de fato, em uma entrevista entre o técnico italiano e Valdano, ex-jogador do Real Madrid, em seu programa na Espanha. Na ocasião, o treinador afirmou crer na renovação de seus vínculos por mais um ciclo de Copa do Mundo. A CBF sempre acenou com essa possibilidade.

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Embora o bate-papo completo vá ao ar na íntegra apenas nesta sexta-feira, dia 20, o corte já foi o suficiente para sinalizar a permanência de Ancelotti no cargo. Até o momento, o treinador possui um retrospecto positivo no Brasil, acumulando quatro vitórias, dois empates e duas derrotas desde sua chegada, em maio de 2025. Neste Carnaval, Ancelotti esteve na Bahia, em São Paulo e também no Rio de Janeiro.

Ancelotti durante entrevista coletiva pela seleção brasileira no Emirates Stadium, antes do amistoso com Senegal / CBF

Técnico mais bem pago do mundo

Além do prestígio esportivo, a manutenção de Ancelotti envolve cifras astronômicas. O italiano já detém o maior salário entre técnicos de seleções no mundo, recebendo cerca de 10 milhões de euros por ano (R$ 63,4 milhões). Essa extensão contratual deve ocorrer sob condições similares, contando apenas com ajustes em bonificações por conquistas.

Vale ressaltar que o contrato atual já prevê um bônus de 5 milhões de euros (R$ 31,7 milhões) caso o Brasil conquiste o hexa na Copa de 2026. Consequentemente, a CBF aposta na continuidade financeira para colher resultados em campo — uma mudança de postura necessária, haja vista o ciclo fragmentado que a seleção nacional enfrentou até a chegada do treinador.

Evolução de Vini Jr

Outro ponto de destaque na prévia da entrevista foi o comentário de Ancelotti sobre Vini Jr, seu ex-comandado no Real Madrid. O treinador afirmou que “Vinícius melhorou muito sua atitude no campo” e apontou diferenças claras entre o cotidiano na seleção e no clube espanhol. Segundo ele, o atacante apresenta uma face distinta quando joga pelo Brasil. “Os brasileiros são muito humildes, são diferentes. O Vini que vem aqui é muito diferente do Vini do Real Madrid em nível humano”, comentou o técnico.

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De fato, o jogador viveu seu auge na Europa sob o comando de Ancelotti, que foi fundamental para sua evolução na carreira. Atualmente, essa parceria se reflete em números na seleção: em oito partidas no comando, Vini já soma dois gols e uma assistência. Para o jogador, que é conhecido por não conseguir desempenhar tão bem no Brasil, as estatísticas com o italiano são positivas. Dessa forma, a atuação do treinador chega a ser quase um resgate ao atleta que é visto no Real Madrid.

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