Os clubes das Séries A e B aprovaram nesta segunda-feira a diminuição do limite do número de atletas estrangeiros a partir de 2027. Atualmente, cada equipe pode utilizar nove jogadores que nasceram fora do Brasil. O projeto desenvolvido pela CBF reduz para oito na próxima temporada e cinco em 2030. Entre os times da primeira divisão, apenas Bahia e Flamengo votaram contra a proposta.

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A ideia é fortalecer as categorias de base e dar mais oportunidades para os atletas jovens. Além da redução gradual de jogadores estrangeiros, foi aprovada a manutenção de 50 atletas inscritos por clube, divididos em cotas específicas por idade. Também foi aprovada a reformulação das grades e dos horários dos jogos das duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. A faixa das 11h de domingo voltará a ser fixa e as partidas aos sábados não serão mais disputadas às 21h e 21h30. O limite estabelecido é de 19h30.

CBF quer reduzir o número de estrangeiros para dar mais oportunidades para jogadores formados nas categorias de base / CBF

O modelo também elimina jogos às 19h durante a semana e domingo à noite. A nova proposta de horários, aprovada sem votos contrários, foi construída a partir de estudos de público, de consulta a clubes e federações. Na Série A, o domingo passará a concentrar a maior parte dos duelos do fim de semana, tendo como horário nobre às 16h.

Invasão estrangeira

A diminuição é uma tentativa de deixar os principais campeonatos da CBF mais competitivos. O estudo elaborado pela entidade aponta uma elevação da idade dos jogadores da primeira divisão do Campeonato Brasileiro. A média passou de 27,3 em 2021 para 28,5 em 2026. O comparativo demonstrou que o Brasil possui uma média maior do que cinco das principais ligas europeias como Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália.

Em 2013, eram permitidos três estrangeiros que fossem relacionados por partida nas competições nacionais. O número aumentou para cinco em 2014 e saltou para sete em 2023. Desde 2024, são permitidos nove. Os números colocam em debate a abertura de espaço para jogadores formados nas categorias de base.

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Líder do Brasileirão, o Flamengo tem sete estrangeiros no seu elenco profissional, a maioria uruguaios (Arrascaeta, De la Cruz, Guilermo Varela), equatorianos (Plata, Valencia), espanhol (Saúl) e argentino (Agustín Rossi). Já o vice-líder Palmeiras, conta oito estrangeiros, sendo três argentinos (Flaco López, Giay e Alexander Barboza), dois uruguaios (Piquerez e Martínez), dois paraguaios (Gustavo Gómez e Ramón Sosa) e colombiano (Jhon Arias).

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