O Corinthians fez a sua própria história na Copa do Brasil e derrubou todos os prognósticos contra ele. Foi campeão, ou melhor, tetra campeão, contra tudo e contra todos, e também diante de um cenário que insistia em apontar que nada daria certo nesta temporada. Todos estavam errados. O Corinthians teve duas conquistas importantes em 2025: o Paulistão e a Copa do Brasil.
Na final contra o Vasco, neste domingo, no Maracanã lotado de vascaínos, bateu o adversário por 2 a 1. O Vasco repetiu na decisão o que foi em toda a temporada: um rival frágil.
A Copa do Brasil coroa o trabalho de um Corinthians resiliente e inconformado com o que os seus dirigentes fizeram (ou deixaram de fazer) durante a temporada. O futebol salvou o Corinthians e colocou no cofre do clube R$ 100 milhões com a conquista no Rio. Jogou melhor do que o Vasco. Mas ganhou mesmo na malícia de seus jogadores. Nas provocações. Nos momentos em que o Vasco se desligou do jogo.

Dorival Júnior tem um papel importante nesta conquista. Ele nunca desistiu dos seus atletas. Ele nunca desanimou com a política do Corinthians e suas confusões nos tribunais, na Justiça, na Fifa… Também não deixou que os cartolas de segunda linha interferissem no seu trabalho. Foi tão resiliente quanto os jogadores, aceitando da mesma forma os atrasos nos salários e as recusas nas contratações.
A luta de Yuri Alberto
Somente o futebol é capaz de contar essas histórias. É preciso reconhecer a mesma condição de briga, suor e dedicação do Vasco, que teve praticamente os mesmo problemas financeiros do seu algoz. O que diferenciou um time do outro na final do Maracanã foram algumas jogadas espetaculares de jogadores também espetaculares.
A marca do craque Depay
A luta de Yuri Alberto fez diferença. Ele foi premiado com um gol e uma assistência, quando o adversário estava melhor e pressionando. Yuri não é um craque. Perdeu um gol feito ainda no primeiro tempo, mas sua entrega sempre compensa os seus erros. O corintiano reconhece isso.

Memphis Depay, mesmo sem condições físicas, decide jogos. Ele se arrastou no palco maior do futebol brasileiro, mas quando teve uma chance lá estava ele para marcar. Fez o gol do título.
O talento de Breno Bidon
Mas foi o garoto Breno Bidon o dono da pintura do jogo, no meio de campo, ao se livrar da marcação e construir toda a jogada do segundo gol corintiano. O menino de ouro crescido no clube, campeão da Copinha e do Paulistão, foi o nome da partida. Não fez gol nem deu assistência, mas se valeu de tudo o que aprendeu no Parque São Jorge ao longo dos anos para usar no Maracanã enquanto esteve em campo. Ganhou na bola e na malícia, na marcação e nas boas jogadas defensivas e também ofensivas.
A festa foi de um Corinthians que se recusou a jogar a toalha, mesmo quando o mais fácil era desistir. O time resgatou um ditado que estava esquecido no país. “Não deixem o Corinthians chegar”.





