Por Erik Sábio
Depois de muito mistério e expectativa, a convocação oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi revelada com algumas surpresas e resgatando Neymar de volta à seleção e para a sua quarta e última edição do torneio. O atacante não atuava pelo Brasil desde novembro de 2023, quando enfrentou o Uruguai pelas Eliminatórias. Foi a convocação mais esperada da carreira do atacante. Junto com o goleiro Weverton, ele foi um dos únicos dos 26 que não haviam sido chamados pelo italiano Carlo Ancelotti.
Essas “surpresinhas” na lista final de seleções para uma Copa não são algo tão incomuns. Em alguns casos, jogadores convocados de última hora acabaram sendo fundamentais para o sucesso de suas seleções. Um dos casos mais famosos é o do alemão Mario Götze. O meia foi convocado para defender a Alemanha na Copa de 2014, no Brasil, após o ex-companheiro de Borussia Dortmund, Marco Reus, se lesionar no último amistoso antes do início do torneio. A mudança acabou sendo crucial para a conquista do tetracampeonato alemão, já que foi Götze o autor do gol da vitória na final contra a Argentina, no Maracanã.

Na edição mais recente do Mundial da Fifa, o nome da vez foi Enzo Fernández. O volante ficou com a vaga de Giovani Lo Celso, titular da Argentina, mas que se machucou cerca de um mês antes da competição. Enzo não apenas foi convocado, como também virou destaque da equipe de Messi durante o torneio. Campeão do mundo aos 21 anos, ele ainda foi eleito o melhor jogador jovem da Copa do Catar, em 2022, e ajudou a Argentina a festejar o tricampeonato.
Brasileiros de última hora
Na seleção brasileira, esse tipo de situação já aconteceu em algumas ocasiões, como na Copa de 2002, quando o Brasil foi penta na Coreia do Sul e no Japão. Às vésperas da estreia, o volante e capitão Emerson deslocou o ombro durante um treinamento e foi cortado. Seu substituto foi Ricardinho, hoje comentarista esportivo da Rede Globo. Com isso, Gilberto Silva assumiu a vaga no time titular, enquanto a braçadeira de capitão ficou com Cafu. Ambos se tornaram pilares da campanha do pentacampeonato.

Por último e talvez o maior caso de todos: Ronaldo Fenômeno, também em 2002, foi chamado no sacrifício. O atacante havia perdido praticamente todo o ciclo daquela Copa por causa de uma grave lesão no joelho. Ele ficou dois anos em tratamento. E foi testado em apenas três partidas pelo técnico Luiz Felipe Scolari antes da convocação. Mesmo cercado de dúvidas, Ronaldo se juntou ao time nacional.
Ronaldo quase ficou fora de 2002
Na época, sua presença na lista foi bastante criticada por parte dos torcedores e da imprensa. Muitos não acreditavam que o camisa 9 estivesse em condições físicas ideais após mais de um ano afastado dos gramados. O torcedor queria Romário no seu lugar. No entanto, Ronaldo respondeu dentro de campo: foi o artilheiro daquela Copa com oito gols, dois deles na vitória sobre a Alemanha na grande final.
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Neymar agora vive um cenário semelhante ao de Ronaldo. O atacante ainda não foi testado por Carlo Ancelotti e existe a dúvida sobre suas condições físicas para disputar uma Copa do Mundo em alto nível e intensidade. A diferença é que, ao contrário do que aconteceu com Ronaldo em 2002, a convocação de Neymar era aguardada pelos torcedores brasileiros. Com a presença do camisa 10 do Santos, a expectativa em torno da seleção aumentou. Será que Neymar também entrará para a lista de jogadores que fizeram história após serem convocados de última hora?





