Lionel Messi se despede da seleção da Argentina sem nunca ter marcado gols contra o Brasil em partidas oficiais. Todas as vezes que o camisa 10 furou a seleção brasileira foi em amistosos. Mesmo assim, o ídolo têm um retrospecto equilibrado no principal duelo sul-americano. O jogador enfrentou o Brasil catorze vezes, com seis vitórias, dois empates e seis derrotas. A estreia foi há quase vinte anos, em 3 de setembro de 2006.
Brasil e Argentina se enfrentaram em amistoso no Emirates Stadium, em Londres. Com apenas 19 anos, Messi era uma jovem revelação que tinha chamado atenção na Copa do Mundo Sub-20 do ano anterior, disputada na Holanda. Na Inglaterra, ele entrou no segundo tempo no lugar de Carlitos Tevez. Teve uma participação discreta, já que o principal nome da partida foi Elano, que marcou duas vezes. Kaká, que na época atuava no Milan, marcou o terceiro do Brasil. A seleção do técnico Dunga venceu por 3 a 0.

Convocado para a Copa América de 2007, disputada na Venezuela, o meia-atacante começou a competição como titular. A albiceleste fez a primeira fase com 100% de aproveitamento e superou Estados Unidos (4 a 1), Colômbia (4 a 2) e Paraguai (1 a 0). Nas quartas de final, a Argentina goleou o Peru por 4 a 0. O principal momento do atleta no torneio continental foi na semifinal contra o México. Ele marcou um golaço de cobertura e chamou atenção do mundo inteiro. Classificada para a final, a Argentina era a favorita ao título.
Seleção desacreditada
Já o Brasil começou mal a competição. A equipe não contou com Kaká e Ronaldinho Gaúcho. A seleção estreou com uma derrota por 2 a 0 para o México, que na época era treinada pelo ex-jogador Hugo Sánchez. O goleiro Doni teve um mau desempenho e o técnico Dunga foi questionado pela imprensa brasileira. “Jogamos mal e merecidamente levamos dois gols”, diagnosticou o zagueiro Juan ao fim do duelo. Mas a seleção conseguiu se recuperar ainda na primeira fase com grandes atuações de Robinho: 3 a 0 no Chile e 1 a 0 no Equador.
Robinho ou Messi?
Havia um duelo esperado entre os dois melhores jogadores daquela Copa América: Messi e Robinho. O argentino era a principal revelação e foi chamado pela imprensa de “novo Maradona”. Já o brasileiro era o artilheiro da competição com seis gols. Mesmo assim, os dois tiveram participações discretas na decisão. A Argentina sofreu um gol logo no início com Júlio Baptista.
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Daniel Alves foi escalado como meio-campista e avançou tentando o passe para Vagner Love. Na confusão, Ayala acabou marcando contra. Já na segunda etapa, o Brasil ampliou pela última vez com Daniel Alves. Este foi o primeiro título da “era Dunga” e a primeira final de Messi na seleção principal da Argentina. Messi marcou um gol naquela partida, mas estava impedido. Foi somente em 2021 que o camisa 10 venceu o Brasil em outra final de Copa América, no Maracanã, com gol de Ángel Di María.





