Antes mesmo de o Inter sofrer uma surra por 3 a 2 do Santos dentro do Beira-Rio, a diretoria do clube gaúcho já olhava com carinho para Dunga. O treinador é nome forte para substituir Paulo Pezzolano. O Internacional deve recorrer a um velho conhecido para tentar sair da crise que tomou conta do time nesta temporada, eliminado da Copa do Brasil e afundado no Brasileirão. Dunga voltou a aparecer entre os nomes mais cotados para apagar o incêndio e salvar o clube da Série B. A possibilidade ganhou força nesta semana, depois da eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil e da situação delicada da equipe no Campeonato Brasileiro. Antes mesmo da derrota para o Santos.
A situação de Pezzolano ficou complicada. O Inter está na luta contra o rebaixamento e não vence no Brasileirão desde 16 de maio. Agora são dez partidas sem vitória na competição, sequência que aumentou a pressão sobre o treinador uruguaio. A diretoria havia dado respaldo a Pezzolano antes do clássico com o Grêmio e esticado a corda nesta rodada. Mas a derrota para o Santos tornou a situação insustentável.
Pezzolano estava seguro?
O presidente Alessandro Barcellos chegou a garantir a permanência do treinador até o fim da temporada. Mas ele dependia do jogo deste domingo. A permanência de Pezzolano estava condicionada à vitória diante do rival paulista. Mas o time passou longe disso.

É nesse cenário que Dunga aparece como uma alternativa pronta e de peso. O ex-volante conhece o clube, onde foi jogador e treinador. Em 2013, o treinador comandou o Inter e conquistou o Campeonato Gaúcho. A identificação com o clube e o perfil de liderança são apontados como fatores que podem pesar na escolha. Dunga também carrega um currículo que vai além da relação com o clube. Capitão da seleção brasileira campeã mundial em 1994, ele foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações como treinador. Seu último trabalho à frente do Brasil terminou em 2016, mas seu nome continua associado a ambientes de pressão e a equipes que precisam de comando forte.
12 jogos para se salvar
O momento colorado exige mais do que peso histórico. O Inter tem 12 rodadas restantes no Brasileirão e transformou a luta pela permanência na Série A em seu principal objetivo depois da eliminação na Copa do Brasil. Dunga chegaria nesse cenário. Há ainda um componente importante nessa parceria: Abel Braga é diretor técnico do Internacional. O ídolo colorado ocupa uma função estratégica no departamento de futebol e, portanto, teria participação importante em qualquer eventual mudança de treinador.
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Dunga não está sozinho no radar. Há outros nomes. A diferença é que Dunga representaria uma aposta na identificação com o clube, na liderança e na experiência em momentos de pressão. Dunga é uma possibilidade, não uma definição. O primeiro capítulo já foi escrito no Beira-Rio, numa derrota vexatória para o Santos. Pezzolano não esteve no banco por suspensão, mas o “Inter é dele”.





