Na final do primeiro Mundial de Clubes Feminino da Fifa, entre Corinthians e Arsenal, no Emirates Stadium, em Londres, o título ficou com as inglesas, que venceram por 3 a 2, com um gol da craque australiana Caitlin Foord, aos 4 minutos da prorrogação. O gol foi marcado quando as brasileiras eram mais perigosas. E eis a surpresa. Apesar de as campeãs europeias jogarem em seu estádio com um time recheado com algumas das mais badaladas craques do futebol feminino da atualidade, serem as grandes favoritas e terem cerca de 75% de posse de bola, teve muita disputa e indefinição em campo.
Enquanto a bola rolou, as Brabas lutaram com unhas e dentes e conseguiram a façanha de levar o jogo para a prorrogação, dramaticamente: empataram aos 96 minutos do tempo normal, para a festa dos torcedores do Corinthians em Londres. Se eram minoria entre os 25.031 espectadores, não pararam de apoiar a equipe.

Ok, a alegria das brasileiras durou pouco. Aos 4 minutos da prorrogação, elas vacilaram e tomaram um contra-ataque letal. Em um lance em que havia quatro inglesas contra três brasileiras, a bola sobrou nos pés da australiana Foord fazer o gol do título. O jogo terminou pouco depois de um lance preocupante, com a goleira do Arsenal, Anneke Borbe, sendo retirada de campo de maca após chocar-se com a companheira Lotte Wubben-Moy.
Corinthians nunca desistiu
Portanto, quando a partida começou, parecia que o Arsenal não precisaria passar por tanto sofrimento para comemorar o título. Aos 15 minutos, as campeãs da Europa abriram o placar, depois que a atacante canadense Olivia Smith aproveitou um rebote da goleira Lelê em forte chute da Stina Blackstenius. Mas quando parecia que o Arsenal logo mataria o jogo, quem respondeu foi o Corinthians.

Depois da cobrança de um escanteio, Gabi Zanotti cabeceou para o gol, mas a goleira do clube inglês, a alemã Anneke Borbé, só conseguiu espalmar depois que a bola já tinha cruzado a linha. Ao contrário dela, nesta altura, Lelê defendia várias finalizações perigosas. Até que aos 13 minutos do segundo tempo, um cruzamento de Emily Fox foi direto para a cabeça da zagueira Lotte Wubben-Moy. Com seu 1m78, ela não desperdiçou a oportunidade: subiu sozinha e marcou o segundo gol para o Arsenal. Neste lance havia duas jogadoras caídas, mas a árbitra decidiu não parar o jogo.
Brabas recompensadas
Naquela altura, parecia que o Arsenal garantiria a vitória sem problemas. Enquanto as suas jogadoras tinham o benefício de estarem no meio da temporada, em plena forma física, as corintianas mal saíram da pré-temporada. E não foi um passeio britânico. Como faz parte do seu DNA, o Corinthians nunca desiste. E as Brabas foram recompensadas. No último minuto, a defensora Katie McCabe atingiu a atacante Gisela Robledo por trás.
O VAR interveio e a árbitra checou o lance no monitor de vídeo. Experiente e gelada, a meia Vic Albuquerque cobrou no meio do gol, depois que a goleira já tinha ido para o canto. Mas, apesar da luta, no fim das contas não deu para o Corinthians conquistar mais uma taça de campeão mundial para a sua galeria de troféus.
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Gabi Zanotti voltará para São Paulo com a Chuteira de Ouro, concedida às artilheiras do torneio, ao lado da inglesa Alessia Russo, do Arsenal. As Brabas perderam. Mas merecem aplausos pela campanha que fizeram em Londres.





