Entre altos e baixos, a trajetória da seleção da Itália para obter a sua classificação para a fase final da Copa do Mundo de 2026 tem sido dramática como uma ópera do compositor Giuseppe Verdi. Tudo começou com uma catástrofe: a derrota por 3 a 0 para a Noruega, em Oslo, em junho. Além de amargar o péssimo resultado, os italianos tiveram de dar um cavalo-de-pau na sua preparação. Saiu o estrategista Luciano Spalletti, sumariamente demitido após o mau resultado, entrou o enérgico Gennaro Gattuso.
Reconhecido por ser um marcador implacável nos seus tempos como jogador, o novo treinador tratou de fazer uma organização tática menos sofisticada, mas eficiente. Para começar, organizou a defesa. Abandonou a formação com três zagueiros e dois alas implantada por Spalletti e reintroduziu uma defesa com quatro jogadores, com Di Lorenzo jogando na lateral-direita, Dimarco na esquerda (eventualmente com Cambiaso entrando como substituto), dois zagueiros entre Mancini, Calafiori ou Bastoni.

No meio-campo, implantou um trio, com Locatelli atuando como armador, acompanhado por Barella e Tonali, na recuperação de bola. Para o ataque, Gattuso aposta na escalação de um trio formado por jogadores fortes e rápidos: Moise Kean, Retegui e Zaccagni.
Sob o comando de Gattuso
O essencial? Gattuso manteve vivo o sonho de classificação da Itália. Por vezes na marra, como na heroica vitória sobre Israel, em setembro, em Tel Aviv, a Itália versão Gattuso conquistou pontos que a mantiveram na corrida por uma vaga para o Mundial de 2026. Mas não será sem uma dose de sofrimento.
Comandados pelas suas estrelas Erling Haaland e Martin Odegaard, os noruegueses estão com as mãos na vaga para a próxima Copa do Mundo. Levam três pontos e 19 gols de vantagem no saldo diante dos italianos. Ou seja, mesmo que consigam uma goleada histórica nos nórdicos, na partida entre as suas seleções, na última rodada das Eliminatórias da Europa, os italianos parecem estar condenados a jogar os dois jogos da repescagem.
No caminho da repescagem
Neste caso, o primeiro adversário será definido entre uma das outras equipes que terminarem em segundo lugar nos seus respectivos grupos nas Eliminatórias da Uefa e as quatro melhores equipes das Nações (que ainda não se classificaram para o Mundial). O sorteio acontecerá em novembro, depois da última rodada da fase de grupos.
E é aí que pode morar o perigo para a Azzurra. Foi exatamente nesta fase dos mata-matas, e diante da sua fanática torcida, que os italianos caíram fora dos dois últimos Mundiais. O primeiro tropeço foi em novembro de 2017, no estádio San Siro, em Milão, contra a Suécia, de Zlatan Ibrahimovic. Quatro anos depois, a decepção aconteceu em um estádio em ebulição, em Palermo, contra a Macedônia do Norte, com gol marcado pelos adversários no tempo adicional do segundo tempo. Portanto, duas Copas perdidas pela tetracampeã Itália. É como se o Brasil ficasse fora de dois Mundiais.
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Escaldados pelos dois fracassos, os italianos seguram a respiração esperando que este tabu, finalmente, termine e eles possam brigar pelo seu quinto título mundial, em 2026, nos Estados Unidos.






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