Em condições normais, a vitória do poderoso e líder Flamengo sobre um Corinthians cambaleante não seria surpresa para ninguém — muito menos para os próprios corintianos. Mas o que se viu na Neo Química Arena, na noite deste domingo, deixou um gosto ainda mais amargo do que a lógica indicava. O Timão fez um primeiro tempo quase irretocável, empurrado pela torcida, criando chances em sequência, sufocando o adversário. Poderia ter ido para o intervalo com três gols de vantagem. Não foi capaz de aproveitar e pagou caro.

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Esse capítulo teve Yuri Alberto como protagonista. O atacante viveu uma montanha-russa de sentimentos em campo: de ídolo improvável a vilão instantâneo. Perdeu três chances claras ainda no primeiro tempo, incluindo uma cobrança de pênalti bizarra, de cavadinha mal executada, que Rossi defendeu sentado, sem esforço, num lance patético que remeteu a erros célebres de Alexandre Pato e, mais recentemente, de Memphis Depay. O fiasco abalou Yuri, que seguiu desperdiçando oportunidades. Mas, no início do segundo tempo, encontrou redenção: arrancou pela esquerda, bateu firme e marcou um golaço, fazendo a Arena explodir em esperança.

Yuri Alberto tentou a cavadinha na cobrança de pênalti e virou piada: a bola foi nas mãos de Rossi / Flamengo

Por alguns minutos, parecia que a história daquela noite mudaria. Mas o Flamengo tinha mais fôlego, mais elenco e mais opções. As substituições viraram o jogo. O time carioca tomou conta do meio, trocou passes em velocidade e encontrou espaços diante de um Corinthians que perdeu o gás. Arrascaeta empatou antes dos dez minutos, e o castigo final veio aos 41: Luiz Araújo aproveitou um lateral mal marcado pela arbitragem e decretou a virada. Houve protesto, mas o placar fez justiça à superioridade rubro-negra: 2 a 1.

Sete jogos sem vencer em casa

A estreia da nova camisa alvinegra não escondeu os velhos problemas. O Corinthians segue sem vencer em casa há sete rodadas, acumulando frustrações que minam a paciência da Fiel. Mais do que a derrota em si, o que ficou foi a sensação de déjà-vu: um time que até ameaça reagir, mas desmorona diante de qualquer adversidade. E assim, rodada após rodada, o clube gravita perigosamente perto da zona de rebaixamento — para desespero da torcida que já começa a se acostumar com noites como esta.

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