Leonardo de Sá
Gabriel Jesus voltou a ser decisivo em alto nível e, mais do que os gols, voltou a ser opção. Após um longo período afastado dos gramados, o atacante do Arsenal vive um momento de retomada técnica e física, coroado com uma atuação de destaque na Champions League. O desempenho reacende discussões sobre seu espaço no futebol europeu e, naturalmente, sobre um possível retorno à seleção brasileira, em um cenário ainda indefinido na posição de centroavante.
Na vitória do Arsenal sobre a Inter de Milão, nesta terça-feira, dia 20, pela fase de liga da Champions League, o brasileiro marcou dois gols e foi peça central no resultado. Foi a primeira vez em mais de dois anos que Gabriel Jesus balançou as redes na principal competição europeia, encerrando um jejum que durava desde novembro de 2023, quando marcou contra o Lens.

Retorno gradual e impacto
Gabriel Jesus só voltou a atuar em dezembro, após ficar afastado desde janeiro de 2025 por causa de uma grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Portanto, foram cerca de dez meses de recuperação, incluindo cirurgia e um processo cauteloso de reintegração ao elenco comandado por Mikel Arteta. Desde então, o brasileiro tem sido utilizado de forma gradual, mas já apresenta números relevantes.
De modo que, desde o retorno, o atacante soma quatro participações diretas em gols — três bolas na rede e uma assistência — em um curto espaço de tempo. Contra a Inter, abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo e voltou a marcar aos 31, após os italianos chegarem ao empate. Após a partida, Arteta destacou o impacto do brasileiro.
Estávamos sentindo muita falta do Gabi. Isso aumenta a confiança dele e da equipe. Agora temos perfis diferentes nessa posição, assim como temos com os pontas. Só nos torna melhores.
ARTETA

Cenário indefinido na seleção
A boa fase recoloca Gabriel Jesus no debate envolvendo a seleção brasileira. O atacante não é convocado desde novembro de 2023, e ficou fora de todo o período seguinte por causa da lesão. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil tem apresentado variações constantes no setor ofensivo. O treinador já testou nomes como Matheus Cunha, além de adaptações com Vini Jr. e Rodrygo atuando mais centralizados.
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A rotatividade tem sido uma marca, e a indefinição permanece às vésperas de um ciclo importante, com a Copa do Mundo de 2026 marcada para começar no dia 11 de junho. Gabriel Jesus corre por fora, mas segue no radar de Ancelotti. O próprio jogador já demonstrou interesse em voltar a vestir a camisa da seleção e sabe que o desempenho no Arsenal será determinante. Em um cenário aberto e ainda em construção, a retomada física e o impacto imediato em jogos grandes recolocam o atacante como uma alternativa real — ainda sem garantias, mas novamente presente na discussão.





