Quem viu Gabigol se aquecendo no gramado da Neo Química Arena neste domingo, na decisão de uma das semifinais da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Corinthians, teve a certeza de que ele não ficará no time de Leonardo Jardim em 2026. A não ser que seja obrigado por contrato, que tem assinado até dezembro de 2028. Fora isso, nada segura Gabigol no Cruzeiro. Nem o Cruzeiro quer mais o atacante.
O Santos é o clube mais interessado no jogador, a pedido do pai de Neymar e com o aval do técnico Juan Pablo Vojvoda. Gabigol foi “esquecido” no banco de reservas de Itaquera, mesmo com o time de Minas precisando reagir à pressão dos donos da casa. Nem mesmo sua história de goleador foi suficiente para amolecer Léo Jardim. E quando a vaga dependeu dele, ele fracassou.

Como não tinha o que fazer no estádio, Gabigol tratou de pressionar a arbitragem e até tomou uma bronca do árbitro por isso. Em nenhum momento da temporada, o atacante reclamou de sua condição de reserva. Mas deu o seu recado que do jeito que está não vai continuar. Ele poderia ter entrado no segundo tempo, mas nunca foi a primeira opção do treinador português.
Leonardo Jardim tem culpa nisso
Leonardo Jardim não apresentou nada de novo para a decisão com o Corinthians, em Itaquera. A classificação ficou nas mãos dos jogadores, principalmente de Matheus Pereira. O Cruzeiro não tinha uma jogada diferente sequer, tampouco posicionamento. Fez dois gols na base da pressão e da técnica dos seus jogadores do meio. Kaio Jorge, o artilheiro do Brasileirão, não estava no seu dia. Teve chances, mas todas elas esbarraram nas boas defesas de Hugo Souza.
Não era a forma que merecíamos acabar o ano, depois de uma grande temporada. Obrigado nação Azul pelo apoio incondicional! Assumo minha responsabilidade e meu erro, tenho certeza de que voltarei mais forte e sempre pronto para ajudar quando for necessário. GABIGOL
O jogo era no meio de campo. Quando Garro entrou no segundo tempo, o time da casa mudou da água para o vinho. Equilibrou tudo e poderia ter empatado, placar que evitaria os pênaltis. O Cruzeiro ficou por alguns bons minutos nas cordas, com Cássio falhando e fazendo defesas estabanadas. Até bola na trave ele sofreu de Breno Bidon. E nada de Gabigol entrar.
Gabigol entrou nos acréscimos
O Cruzeiro se complicou na defesa. Seus jogadores se apavoraram com a pressão corintiana no segundo tempo. A bola parecia quente, o posicionamento estava errado e os cortes eram sempre parciais. Gabigol foi um mero espectador de tudo isso. Jardim resolveu colocar o atacante nos acréscimos, quando o tempo regulamentar já tinha estourado.
Ele entrou para cobrar pênaltis, caso o jogo continuasse 2 a 1 para o Cruzeiro, como, de fato, aconteceu. Como o Corinthians ganhou em Minas e perdeu em sua casa, diante de 47 mil torcedores, o finalista desta semifinal foi conhecido nos pênaltis.
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Gabigol, que não pegou na bola, foi um dos cobradores. O último da série de cinco. Se ele fizesse, o Cruzeiro se classificaria. Mas Gabigol chutou fraco, errado, nas mãos de Hugo. Logo ele, um especialista nos pênaltis. O Cruzeiro se afundou depois disso e perdeu a sexta cobrança. O Corinthians, com Breno Bidon, marcou e festejou a vaga. O time de Dorival vai disputar sua oitava final de Copa do Brasil. Já tem garantido R$ 33 milhões de premiação. Agora mais do que nunca, Gabigol não deve ficar em Minas.





