Para qualquer torcedor do Lanús, foram incontáveis os segundos entre o início da corrida de Vitor Hugo, do Atlético Mineiro, e a reação do goleiro, Nahuel Losada, do time grená. Entre a batida na bola do brasileiro e o mergulho de Losada, preciso, do lado direito de sua meta, os ponteiros do relógio andaram devagar, como acontece nas decisões. E o resultado ultrapassou as expectativas. Garantiu ao clube argentino o bicampeonato da Copa Sul-Americana, mais uma vaga na Libertadores e uma final a disputar da Recopa Sul-Americana, contra Palmeiras ou Flamengo.
Aclamado desde que realizou a defesa da sua vida, o herói do título parecia incrédulo no gramado do Estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Além de bloquear o chute de Victor Hugo, o goleiro de 32 anos defendeu também as cobranças de Hulk e de Biel. No segundo tempo da prorrogação, já tinha se destacado ao pegar um chute cara-a-cara de Biel, em uma defesa que lembrou muito a do campeão mundial Dibu Martínez contra o atacante francês, Kolo Muani, na final da Copa do Mundo de 2022.

“Trabalhei muito duro para chegar até este momento: às vezes penso nas vezes em que ninguém me dava um centavo… ”, disse Losada, visivelmente emocionado, logo após a final e depois de ser eleito o melhor em campo. “Este título não é obra de uma pessoa, mas do trabalho de toda uma equipe.”
Longa trajetória e portas fechadas
Para chegar a um título sul-americano, Losada teve uma longa trajetória, com altos e baixos. Depois de passar pelas categorias de base do Estudiantes de La Plata, entre 2013 e 2017, por mais que tentasse, a chance para atuar nunca chegava para ele.
“Pouco depois do início da minha carreira, no Estudiantes, cheguei a pensar em abandonar o futebol, uma vez que a oportunidade parecia nunca chegar para mim”, disse. “Era um tempo em que precisava levar dinheiro para casa: nesta época nasceu a minha filha e, para ganhar minha vida, fui dirigir um táxi, que pertencia a meu pai, enquanto esperava minha chance para jogar”.
Para poder atuar, Losada perambulou por clubes modestos da segunda e terceira divisões da Argentina: Unión de Mar del Plata, Atlanta e All Boys. Em 2018, foi tentar sua sorte no Deportivo Pasto, na Colômbia. Dois anos depois, voltou ao futebol argentino para defender o Belgrano, novamente na segunda divisão. Foi um dos destaques do time na campanha que valeu o acesso à primeira divisão, em 2023.

O melhor do jogo contra o Galo
E chamou a atenção dos dirigentes do Lanús, que o contrataram. Ele já havia sido um dos destaques da sua equipe contra o Fluminense, nas quartas de final, da Sul-Americana. Também havia sido o herói contra a Universidad de Chile na semifinal, quando o Lanús recuperou a confiança graças às suas defesas.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
“Trabalhei muito duro para chegar até aqui. Às vezes penso nas vezes em que ninguém me dava atenção… Tudo o que eu queria era jogar. Mas o futebol compensa para quem trabalha.” Depois de peregrinar durante anos, em busca da glória nos campos de futebol, o camisa 26 do Lanús, finalmente, foi o cara.





