O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sacudiu o cenário geopolítico do esporte nesta semana. Em entrevista à rede Sky News, o mandatário de 55 anos posicionou-se contra as correntes europeias que sugerem um boicote à Copa do Mundo de 2026 (EUA, Canadá e México) e sinalizou que o isolamento da Rússia no futebol internacional pode estar perto do fim. A Rússia ainda está em guerra com a Ucrânia.

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Líderes europeus, encabeçados por movimentos na Alemanha, levantaram a possibilidade de boicotar o Mundial de 2026 como forma de protesto contra as políticas tarifárias e de imigração do governo de Donald Trump. Infantino, contudo, foi enfático ao rejeitar a ideia de que a competição sofra represáilias de governos e chefes de Estado.

Gianni Infantino defende a volta da Rússia, um país em guerra com a Ucrânia, ao futebol da Fifa e Uefa / Fifa

“Sou contra proibições e boicotes. Acredito que eles não trazem nada de bom (…) apenas contribuem para mais ódio”, afirmou Infantino, comparando a situação com as relações comerciais entre Reino Unido e EUA. “Alguém pede que o Reino Unido pare de negociar com os Estados Unidos? Não. Então, por que o futebol?”

Aliado de Donald Trump

O presidente da Fifa é um forte aliado de Donald Trump. Ele também defendeu a controversa decisão de conceder ao presidente americano o primeiro Prêmio da Paz da Fifa. Segundo o dirigente, Donald Trump — que reassumiu o poder em janeiro de 2025 — merece a honraria por sua atuação no encerramento de conflitos bélicos globais. Trump foi premiado por causa de suas ações no conflito em Gaza.

Talvez o ponto mais sensível do que disse Infantino tenha sido a defesa do retorno da Rússia e de seus clubes às competições organizadas pelas Fifa e Uefa, das quais o país está excluído desde a invasão da Ucrânia em 2022. O dirigente esportivo argumenta que o futebol deve unir as pessoas e que crianças russas não deveriam ser privadas do esporte por decisões políticas.

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De acordo com a agência de notícia AFP, o Kremlin, por meio do seu porta-voz Dmitri Peskov, celebrou a fala de Infantino. “Já faz muito tempo que deveríamos ter considerado isso”. O ministro dos esportes da Ucrânia, Matvii Bydnyi, no entanto, classificou as declarações como “irresponsáveis e infantis”.

IA com informações e edição do The Football

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