Leila Pereira voltou a provocar a torcida do Palmeiras após a vitória diante do São Paulo no fim de semana. Não precisava. Ela brincou com a paixão palmeirense após a derrota por 4 a 0 para o Novorizontino. Esse é o entendimento do torcedor. Mais uma vez ela pediu “calma” em meio ao clima tenso. Leila não deixa de ter razão, afinal, o futebol está apenas em janeiro. Mas não combina. O seu jeito de falar e dar os seus recados machuca o torcedor. É provocativo. Desnecessário. Leila não entende os momentos do futebol. Abel é diferente da presidente. O treinador enxerga melhor os fatos, ataca e recua dependendo dos resultados e das cobranças.
O treinador tem mais sensibilidade do que a presidente. Leila bate na tecla de saber exatamente o que o clube está fazendo e pede paciência. Do seu jeito. O torcedor acreditou que o time ganharia alguma coisa no ano passado, mas isso não aconteceu. O jejum deixou o clima tenso e pesado. Leila não percebeu isso. E se percebeu, fez de conta que a preocupação não lhe pertence.

Ela defende que o futebol também seja entretenimento. Tem razão em parte. Mas está longe de ser essa a essência do Palmeiras ou de qualquer outro clube no Brasil. O torcedor leva o futebol como uma religião. Nem bem acaba uma temporada e ele quer saber do seu time para a outra. Fica puto e contente em questão de minutos. Mas não há folga para esse amor. Os sentimentos se misturam e o humor depende dos 90 minutos de cada partida. É assim. Leila nunca entendeu isso, tampouco vai conseguir mudar esse cenário. O torcedor quer drama. O futebol também é drama.
O que Leila disse
“E aí, pessoal. Que noite bacana a de hoje, né? Nada melhor do que ganhar um clássico. Vocês vejam, nada como um dia após o outro. Por isso falo para vocês que futebol também é entretenimento, brincadeira, é muito sério também, sei que o torcedor é apaixonado, mas vocês têm que ficar calmos. Confiem na presidente, no departamento de futebol, somos um clube sério e sabemos onde queremos chegar. Fiquem calmos, não se abalem com determinados tropeços que acontecem”, postou Leila.
Muita calma nessa hora
Mas ela também não vai abrir mão do seu jeito de governar. Nem deve. Ela foi eleita duas vezes para isso. Mas corre o risco de ser mal interpretada quando pede “calma” aos torcedores após uma derrota por 4 a 0. Leila tem autonomia para continuar a gestão da sua maneira. De modo que ela já provou que dá certo. Só precisa melhorar o timing de suas declarações e percepções.





