Parece claro que a parceria entre Neymar, Santos e torcida caminha para o fim antes do término do contrato do jogador, em dezembro. O torcedor santista já entendeu que o atacante é um jogador comum e que não “salvará” o time de nada com suas jogadas. O Santos, que deve R$ 90 milhões ao atleta, não sabe como vai pagar o valor e tem cada vez menos esperança de que Neymar mudará o padrão da equipe no cenário nacional.
O próprio jogador não sabe direito o que “faz” na Vila. A comunhão que poderia dar certo fracassou em alguns pontos. O clube até ganhou um pouco mais de dinheiro com Neymar, mas também teve de repartir o bolo com o atleta. Nada é de graça. Ainda mais com a família do jogador.

Houve um aumento de R$ 200 milhões nas receitas de 2025 do Santos, mas quase metade desse valor vai para o bolso do atleta e de sua empresa, a NR Sports. Com toda a movimentação financeira do ano passado, o Santos ganhou R$ 100 milhões. Não é pouco dinheiro. Há novas dívidas adquiridas também. O fato é que todos em Santos esperavam mais da parceria.
Brigas com o torcedor santista
Neymar ajudou o clube a reformar parte do estádio e a fazer melhorias no CT dos “Meninos da Vila”, que está penhorado para a família dele caso o Santos não pague o lhe deve. Houve um aumento nas receitas, mas nada que mudasse a condição do clube. Não há planejamento nem um olhar estruturado para o futuro. E a sequência de troca de técnicos foi mantida desde a sua chegada. Já são três.
O novo problema de Neymar é com ele mesmo e com a torcida. Neymar fez a terceira partida seguida. Isso é bom para ele. Não acontecia desde agosto do ano passado. Mas Neymar cansou no segundo tempo diante do Fluminense na Vila no domingo. O atacante deveria ter sido substituído, mas não foi. O time permitiu a virada do rival do Rio, com gol de John Kennedy. Neymar estava “paradão” no segundo tempo. E começou a fazer algumas jogadas desnecessárias. O jogo não estava para isso. Ele tentou um chapéu em um rival no meio do campo, errou e a torcida pegou no seu pé. Por isso ele foi vaiado.

Sua ironia contra o torcedor teve novo capítulo. Ele deixou o campo tampando os ouvidos em sinal de protesto às reclamações após a derrota. Disse depois, pelas redes sociais, que estava “coçando” as orelhas. Na partida anterior, bateu boca com um torcedor santista que o cobrou. “Eu dou a vida aqui”, disse. Prometeu que não brigaria mais com os torcedores. Resolveu tapar os ouvidos desta vez. Pegou mal.
Neymar é um ‘pois é’ no futebol atual
Esse carinho que o torcedor tem com ele pode se transformar em outro sentimento, que cresce na Vila e não poupa ninguém no futebol. Ídolos são rechaçados sem dó.
Começa também a cair a ficha para Neymar sobre sua condição e o seu projeto de Copa do Mundo. Talvez isso o tem irritado mais do que o normal. Não é apenas físico o seu problema, como The Football já apontou. É técnico e de intensidade. As corridas de Neymar em campo são de 20km/h. Na Europa se joga a 80km/h, velocidade que deve ser ultrapassada na Copa do Mundo. Ou seja, Neymar é um “pois é” nessa estrada.
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Mas ele não tem culpa disso. Neymar envelheceu e não mudou sua forma de atuar. Paga pelo que a mente quer fazer, mas o corpo não acompanha. É natural até para Neymar. Usain Bolt não corre mais o que corria nos Jogos Olímpicos passados, assim como Michael Phelps seria facilmente superado nas piscinas. Neymar não entende a sua condição. Nem ele nem os “amigos” que o cercam. Ele seria motivo de piada na Copa do Mundo. E ninguém deveria querer que um ídolo brasileiro passasse por isso.





