Nesta segunda-feira, o Nubank vai anunciar que o estádio do Palmeiras será chamado agora de Nubank Parque em substituição ao nome Allianz Parque. É um novo naming rights da arena, cujo contrato da fintech anulou a parceria inicial da WTorre com a companhia de seguros. O nome liderou a votação. O estádio tem o nome Allianz Parque desde que foi inaugurado em 2014. A mudança ocorre a partir desta segunda, num contrato “longo” e com o pagamento das multas rescisórias estipuladas pelo acordo anterior. A mudança abre o caminho para que grandes estádios sejam rebatizados no Brasil.
A WTorre fez o movimento por entender que os valores anteriores estavam defasados. O acordo passado tinha duração até 2034. Havia uma multa estimada de R$ 100 milhões para o seu rompimento. Ela foi paga. Dessa forma, a WTorre dobra os seus vencimentos anuais com o estádio, de R$ 25 milhões para R$ 50 milhões.

Havia três novos nomes para batizar o estádio do Palmeiras, que se chama Palestra Itália, como está escrito na entrada principal do clube no bairro da Pompeia. Os nomes eram Nubank Parque, Parque Nubank e Nubank Arena. Os torcedores palmeirenses foram convocados para escolher o batismo em votação pela internet. Houve muito repúdio ao nome Arena por causa do estádio do Corinthians em Itaquera. Os torcedores queriam que o “Parque” permanecesse no nome. E assim será. Com mais de 45% dos votos, o nome escolhido foi Nubank Parque. O nome teve 47,5% da preferência dos 500 mil participantes. Nubank Arena (29,8%) e Parque Nubank (28,7%) foram menos votados.
Banco mudará tudo no estádio
A partir de agora, o estádio começará a ser envelopado com a marca e as cores do Nubank. O banco, que tem 113 milhões de clientes no Brasil, usa a cor lilás, mas informou que aderiu ao verde em sua paleta. Todos os lugares onde havia escrito Allianz Parque serão trocados por NU ou Nubank. A fintech, no entanto, terá de se valer das leis da Cidade Limpa e das normas estabelecidas pela Prefeitura de São Paulo para fazer as mudanças.
Havia a expectativa de apresentar painéis grandes de LED nas imediações do estádio e também na parte de cima da arena, de modo a ser visualizado por imagens aéreas. Nem tudo está descartado. A Lei da Cidade Limpa proíbe a instalação de painéis eletrônicos luminosos em fachadas de prédios e restringe a publicidade externa em São Paulo desde 2006. O artigo 13° da lei “veta a instalação de painéis eletrônicos e dispositivos luminosos em fachadas externas de edificações, visíveis de logradouro público, salvo nas hipóteses expressamente previstas em regulamentação específica”.
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Há equipes da WTorre e da Nubank tratando disso diretamente nas instituições municipais responsáveis. É certo, no entanto, que tudo vai mudar na parte interna da arena, com portões envelopados e ações permanentes com os torcedores. Com a mudança de nome e de receita, o Palmeiras passa a ganhar mais também. O clube tem direito a receber 15% dos valores do naming rights. Isso não mudou.





