O banco digital Nubank assumiu o naming rights do estádio do Palmeiras com a intenção de explorar dois novos públicos: os apaixonados por shows musicais e os devotos do futebol. O NU já tem 113 milhões de clientes no Brasil. Isso representa 62% da população adulta do país. A parceria entre WTorre e Nubank foi oficializada nesta sexta-feira em São Paulo, dentro da Arena do Palmeiras. Apesar dos agradecimentos à presidente Leila Pereira e aos dirigentes do clube antes dela (o estádio é de 2014), não havia representantes do Palmeiras no evento. O Nubank vai ocupar o lugar da Allianz Seguros, que batizou o estádio 13 anos atrás.
Portanto, o Allianz Parque vai mudar de nome. Ele vai se chamar Nubank Parque ou Nubank Arena ou ainda Parque Nubank. Quem vai escolher é o público, em votação oficial no site do banco digital. O nome que for mais votado será usado na arena. No dia 4 de maio, o torcedor do Palmeiras vai saber o resultado. Enquanto isso, a fintech trabalha no novo envelopamento do estádio. Onde se via Allianz será trocado por NU ou Nubank. O banco, que tem no roxo a sua cor tradicional, adotou o verde para algumas ações, mas não vai descaracterizar o seu logo.

A mudança de nome do estádio do Palmeiras, que já foi chamado de Palestra Itália, Parque Antártica e Allianz Parque, só foi possível porque o contrato da WTorre com o clube, assinado 13 anos atrás, permitia essa possibilidade, com a prerrogativa de multa pelo não cumprimento do acordo com a Allianz Seguros, cujo acordo ia até 2034. Por questões de confidencialidade, as partes são proibidas de falar em valores. A multa estimada é de R$ 100 milhões. Pode ser menos. A Nubank deve assumir parte desse valor. A receita envolvida também não foi revelada. Mas a negociação entre WTorre e a fintech caminhou na direção de um acordo longo, até 2034 no mínimo, e dobrar os valores pagos atualmente, de R$ 25 milhões para R$ 50 milhões por ano.
Até junto, envelopamento estará pronto
O novo envelopamento do estádio do Palmeiras vai levar três meses. Há a necessidade de ter aprovações na Prefeitura de São Paulo e uma logística em todos os cantos da arena. A WTorre fez um mapeamento para localizar os lugares em que a marca da Allianz Seguros aparece. Tudo vai ser retirado aos poucos. Uma ação na partida da semana que vem do time na Libertadores será feita no estádio. É como se fosse as boas-vindas ao torcedor palmeirense. A fintech se vê como um banco querido pelos seus clientes e vai navegar nessa paixão dos torcedores e também do público mais diverso que vê show no estádio.
“Olhar para esse universo de tantos torcedores nos levou a convidar essas pessoas a serem as que vão escolher o novo nome do estádio”, disse Juliana Roschel, vice-presidente de marketing do Nubank. A Allianz Seguro notificou nesta sexta o fim de parceria com a WTorre. “Temos uma nova estratégia de marketing local”. A decisão do rompimento de contrato foi da WTorre.
Conversas começaram em junho
De acordo com o vice-presidente da WTorre Entretenimento, Marcelo Frazão, o contrato da construtora com o Palmeiras não sofre alteração. O clube tem direito a receber 15% da receita do naming rights. Portanto, o Palmeiras vai dobrar o que ganha anualmente. “Começamos a conversa em junho do ano passado. A gente falava internamente muito sobre isso, que se tivéssemos oportunidade de mudança de naming rights, a Nubank seria a marca.”

A parceria com a Allianz Seguros foi uma oportunidade, quase uma necessidade após a construção do estádio. O novo contrato com a Nu é uma escolha. “A escolha do segmento e da marca vem ao encontro dos desafios da arena. É uma tendência mundial. Cerca de 40% das parcerias das arenas são do segmento financeiro. Falamos de longo prazo, de solidez, é natural que o segmento financeiro tenha uma solidez nesse aspecto”, disse Frazão
Enquete para escolher o nome
Os valores atuais já eram considerados defasados pela WTorre. O contrato total era de R$ 300 milhões, pagos nos 20 anos acordados. O Nubank não medirá forças para fazer com que o novo nome escolhido pegue rapidamente entre os torcedores. Não vai ser fácil e ela não tem esse controle. Mas com o tempo, o Allianz, como a arena é chamada, vai desaparecer, como desapareceram Parque Antártica e Palestra Itália. Mas há uma terceira via que precisa ser levada em consideração: a possibilidade de a arena ser chamada de “Estádio do Palmeiras”.
O banco vai promover uma série de ações em dias de jogos e shows e terá o seu camarote próprio para clientes e parceiros. Haverá um portão de acesso chamado de “Ultravioleta”, ainda em lugar não divulgado. O Nubank está ainda na Fórmula 1, com a escuderia Mercedes. Seus negócios estão no México e nos Estados Unidos. A fintech assina os naming rights do estádio do Inter Miami, time de Messi.





