Há um mistério no Santos sobre o jogador argelino Bilal Brahimi, de 25 anos, que não joga e ninguém sabe ao certo como e por que ele foi contratado. O ponta direita, que diz chutar com os dois pés e estava livre no mercado, foi contratado no ano passado, em setembro, mas desde então é preterido pelo técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, que já disse em entrevista não conhecer o atleta nem ter pedido a sua contratação.
Quando Bilal chegou à cidade de Santos, o presidente Marcelo Teixeira já tinha encaminhado a tarefa de reformular o elenco do clube para o diretor de futebol Alexandre Mattos, com vasta experiência em grandes clubes e negócios do Brasil, como Palmeiras e Atlético Mineiro. Mattos contratou Bilal. O dirigente respira o Santos 24 horas por dia. Sabe o tamanho da encrenca que é montar um time de Série B para se dar bem em sua volta à elite. E sem dinheiro. Mattos se aproximou do conselheiro Marcelo Teixeira Jr., filho do presidente do clube. Eles são amigos.

Mas na semana passada, Alexandre Mattos perdeu as estribeiras e discutiu rispidamente com um repórter, Vagner Frederico, sobre a condição e o salário do jogador no Santos. Houve ofensas e pode gerar processo na Justiça. O jornalista foi chamado de “desequilibrado” pelo dirigente, que encerrou sua entrevista de forma abrupta. Houve mal-estar.
Salário de craque na Vila?
Bilal foi contratado em 2025, mas teve pouca minutagem. Ele treina, mas não joga. Já ficou algumas vezes fora do banco. O problema é que ele recebe R$ 757 mil por mês. Com luvas e outras comissões, seus vencimentos chegariam a R$ 1,3 milhão. É quase o que ganha o atacante Gabigol e um pouco menos do que deve ganhar Rony, caso o clube acerte a contratação do atleta nos próximos dias.
Voyvoda já deixou claro que o jogador argelino, por ora, não tem espaço no time. Seu contrato vai até dezembro, caso ele permaneça na Vila. Sem jogar, Bilal virou um “buraco financeiro”. Um bonde. A situação incomoda e também começa a incomodar alguns conselheiros.

Mas o atleta não se vê em condições para exigir alguma coisa da direção do clube que o contratou. Ele tinha contrato com o Nice, da França, mas não foi renovado. Quando o Santos descobriu o atacante, ele estava sem clube. Mesmo assim, fechou um bom salário. Para a sua posição, o mais querido no momento é Robinho Jr, sempre pedido pela torcida. Bilan não é relacionado porque treina mal.
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Bilal não jogou no Paulistão. Nem deve jogar. Com a provável volta de Neymar na próxima semana, dia 4, fica ainda mais difícil que ele tenha uma chance. Se o atacante cumprir o seu contrato, o Santos terá de desembolsar até dezembro R$ 15,6 milhões. Com encargos e todos os salários, o Santos vai gastar perto de R$ 30 milhões no atacante. Mas neste momento, o clube não sabe o que fazer com ele.




