E não é que quem gosta de futebol se vê na terrível abstinência dos jogos do Mundial de Clubes da Fifa? Pelo menos no Brasil. E olha que estamos falando de uma competição quase que em teste por se tratar de sua primeira edição. Portanto, a Fifa conseguiu criar um torneio que parece ter vindo para ficar. Será? Tentou fazer do futebol feminino, e ainda tenta, um desses novos produtos de sucesso, capazes de arrastar multidões, mas ainda não achou o tom certo. O Brasil vai receber o Mundial Feminino em 2027 e pode ajudar a alavancar a disputa de seleções.

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Mas esse tal de Mundial de Clubes, de Super Mundial ou de Copa do Mundo de Clubes, cada um chama de uma forma, chegou para ficar. São 30 dias de jogos de grandes clubes, alguns nem tantos, mas certamente de jogadores talentosos. Afirmo isso puramente como um apaixonado por futebol. The Football nasceu por causa desse esporte, afinal. Digo isso também baseado em conversas que tive com amigos que estão aqui comigo nos Estados Unidos e também no Brasil. A rodada volta nesta sexta-feira, com duas partidas, envolvendo os dois clubes brasileiros classificados: Palmeiras e Fluminense. Sábado o pega é entre os europeus.

Mundial de Clubes: sucesso no Brasil, mas ainda muito trabalho de convencimento na Europa para edições futuras / Fifa

Mas por que exatamente o Mundial de Clubes pegou? Pegou mesmo? Primeiramente porque a Fifa armou um esquema para parar todos os outros campeonatos importantes e de destaque no mundo. Ele acontece nas férias das ligas europeias. De modo que o Mundial nada sozinho nas raias. A vitrine é só para ele.

Times que queremos ver

Jogar também no período da tarde e começo da noite no Brasil é bom para os países de fuso brasileiro, de sul-americano de modo geral. E na América do Sul, além de acompanhar os seus respectivos representantes no torneio, como Boca Junior, River Plate, Flamengo e Botafogo, o torcedor conhece muitos sobre a maioria dos times que está no Mundial dos Estados Unidos. Isso cria empatia. Tem mais: o torcedor de clube torce mais do que o torcedor de seleção.

As TVs e os streamings envolvidos na transmissão dos jogos, como Globo, Cazé e Dazn, têm papel fundamental para a distribuição das imagens, assim como as redes sociais de modo geral. O globo é atingido por esses posts. Não há como ficar indiferente ou mesmo não receber as informações. Elas estouram em nossos feeds o tempo todo.

Mundial de Clubes da Fifa: as 32 equipes da primeira edição da competição nos Estados Unidos / Fifa

Portanto, há muitos outros fatores que fazem desse Mundial de Clubes um sucesso em sua primeira edição, mesmo sediado em um país que prefere beisebol, basquete e futebol da bola oval. Quando ganhar sedes mais apaixonadas pelo soccer, a competição terá números absurdos, como em 2029, que pode ocorrer na Espanha ou em Portugal. Vale lembrar que o Mundial nasceu com o objetivo de ‘testar’ os estádios dos países que vão receber a Copa do Mundo de seleções um ano antes.

Há problemas na Europa

Por fim, queria destacar talvez o principal motivo do sucesso do Mundial: a presença de 32 clubes que queremos ver jogar, mesmo a despeito de algumas escolas em evolução ainda. Há uma pegada diferente de comparação e desafio entre esses times todos, de estilos, elencos e receitas diferentes, mas também entre os continentes e a capacidade dos teoricamente mais fracos de superar os mais fortes.

E, claro, a possibilidade de ver o seu time contra gigantes da Europa que são acompanhados no planeta todo durante as temporadas. O Botafogo ganhou do PSG, que havia acabado de ser campeão da Champions League. Isso vale muito. O Palmeiras enfrentou o Porto. O Flu encarou Dortmund e Inter de Milão. Gostamos disso, não?

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Mas para não dizer que tudo é lindo e maravilhoso, a Fifa terá de enfrentar batalhas duras com os dirigentes europeus para meter no calendário mais um torneio de 30 dias. Vai ter de melhorar a presença de público nos estádios, articular os torcedores europeus e aumentar as cotas de premiação para os clubes, que é excelente para os sul-americanos, mas pouco significante para os mais ricos do mundo, e ainda melhorar as condições nos estádios para os profissionais estrangeiros, como jornalistas, e trabalhar melhor os voluntários, de modo a envolver mais o país-sede.

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