Cristiano Ronaldo começa uma nova etapa na seleção de Portugal nesta Fata-Fifa, a primeira depois da Copa do Mundo de 2026. Aos 41 anos, agora sob o comando de Jorge Jesus, o atacante foi convocado para os primeiros quatro compromissos da seleção na Liga das Nações. CR7 segue como uma das principais referências da equipe depois do Mundial. A grande questão, porém, já não é apenas saber se o atacante continuará sendo convocado, mas qual será o tamanho de sua participação no novo ciclo português para a Copa do Mundo de 2030, quando ele terá 45 anos.

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Jorge Jesus deu um indicativo importante sobre isso ao anunciar a lista nesta semana. O treinador afirmou que o passado e o tamanho da carreira de Cristiano Ronaldo não serão utilizados como critério para decidir quem joga. Segundo o treinador, Cristiano Ronaldo tem um estatuto diferente pelos feitos que alcançou, mas será tratado como os demais jogadores quando chegar a hora de definir a escalação. “Se tem rendimento, joga. Se não tem rendimento, não joga, resumiu o técnico”de forma simples e clara.

Cristiano Ronaldo se despede da Copa do Mundo de 2026, mas volta a ser chsmado por técnico Jorge Jesus / Portugal

Isso pode significar uma mudança de perspectiva para o jogador. Durante muitos anos, Portugal foi construído ao redor de sua presença, sua capacidade de decisão e sua liderança em campo. E, claro, dos seus gols. São 146 gols ao todo. A tendência é que sua participação precise ser administrada de outra maneira, inclusive com atenção maior ao tempo em campo e à sequência de jogos. O desafio para Jorge Jesus será aproveitar aquilo que Cristiano Ronaldo ainda pode entregar sem transformar sua presença em uma obrigação tática, tampouco dividir o elenco.

Experiência em campo

A experiência continua sendo um dos grandes trunfos do atacante, assim como sua liderança e receio dos marcadores. Ele disputou a sexta Copa do Mundo em 2026 e permanece como uma referência dentro de um elenco que conta com jogadores como Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha, João Neves e Rafael Leão. Há uma geração de bons jogadores, mais novos, chegando forte. A primeira convocação de Jorge Jesus manteve a base que esteve no Mundial, indicando que o treinador pretende promover mudanças gradualmente, e não começar uma revolução na seleção.

Outro ponto será entender como o treinador deve encaixar CR7 em sua ideia de jogo. O treinador conhece o atacante do trabalho realizado no Al-Nassr e chega à seleção com a intenção declarada de implementar um modelo diferente daquele utilizado por Roberto Martínez. Cristiano Ronaldo pode continuar como homem mais avançado, mas também será necessário encontrar maneiras de potencializar sua presença na área e preservar sua participação sem exigir dele o mesmo volume de deslocamento de atletas mais jovens.

Em 2026, Cristiano Ronaldo jogou a sua sexta Copa do Mundo: é a principal estrela da seleção de Portugal / Fifa

Há ainda uma motivação individual que pode pesar nessa reta final. Cristiano Ronaldo segue perseguindo a marca dos mil gols na carreira e ainda tem objetivos importantes pela frente, mesmo depois de ter indicado que a Copa de 2026 seria seu último Mundial. Reportagens recentes apontam que ele considera a temporada 2026/27 provavelmente a última de sua carreira, o que transforma cada convocação por Portugal em mais um capítulo de uma despedida que ainda não tem data definitiva.

Liga das Nações

Os primeiros jogos já poderão oferecer respostas. Portugal estreia na nova Liga das Nações contra o País de Gales, dia 24, e depois terá compromissos contra Noruega e Dinamarca. A sequência permitirá a Jorge Jesus testar diferentes formações e definir quanto Cristiano Ronaldo será utilizado. A presença do camisa 7 está garantida na lista; o protagonismo dentro de campo ainda precisará ser conquistado a cada partida.

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Para Cristiano Ronaldo, portanto, o novo ciclo não precisa ser encarado apenas como uma despedida. Pode ser uma última oportunidade para mostrar que ainda consegue ser decisivo em alto nível pela seleção de Portugal. O português continua tendo espaço na seleção, mas sob uma condição diferente: a história garante respeito e atenção, enquanto o desempenho passa a determinar minutos, titularidade e importância dentro do time de Jorge Jesus.

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