A possibilidade de parceria do São Paulo com um investidor externo para a sua base de Cotia deu mais um passo em direção à aprovação do projeto pelos cardeais do clube. A criação do Fundo de Investimento em Participações (FIP) foi aprovada pelo Conselho de Administração do São Paulo. É mais uma turma dentro do Morumbi que diz “sim” ao projeto defendido pelo presidente Julio Casares. O próximo passo é convencer os membros do Conselho Deliberativo. Não vai ser uma tarefa fácil. Mas o trabalho vem sendo discutido em todos os corredores do clube.

Há dois pontos-chave desse projeto: a receita que ele vai levar para o São Paulo ao longo dos anos e se o clube perderá os ativos de sua base, dando a terceiros o comando da formação de jogadores.

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O investimento é de R$ 250 milhões. Há a possibilidade de esse dinheiro aumentar em R$ 100 milhões como bônus de negócios realizados com os atletas. Entenda-se venda de jogadores. Em princípio, a maior parte do investimento ficará na própria base de Cotia, cerca de R$ 200 milhões. O restante, R$ 50 milhões, será usado para pagar parte das dívidas do clube. Nem é muito dinheiro perto do acumulado de R$ 968 milhões.

São Paulo, com a festa do presidente Julio Casares, comemora o título da Copinha nesta temporada / SPFC

Parte dos investimentos diz respeito à modernização do próprio CT de Cotia. Há ainda um trabalho de captação de novos talentos de outros clubes a partir dos 15 anos desses garotos. É a reativação do velho e bom ‘olheiro’ com roupagem moderna, com mais medições e estatísticas e talvez até uma Inteligência Artificial para ajudar. O São Paulo entende que precisa ter mais profissionais atrás de jogadores pelo Brasil. Há um número com o qual o clube trabalha de até 25 olheiros no país e na América do Sul.

Rede se garotos pelo Brasil

Faz parte ainda do projeto ter parcerias com outros clubes brasileiros e formar uma rede por região no país, de modo a conseguir aumentar seus atletas mesmo sem eles estarem, num primeiro momento, em Cotia. Como a meta é revelar para o time principal, mas também vender para o mercado externo, o São Paulo vai tentar subir o sarrafo dos meninos selecionados. Ou seja: aumentar a qualidade de suas “peneiras”. O CT trabalha com cerca de 300 garotos, boa parte alojados em Cotia, mas nem todos tão promissores. Essa base também deve dobrar como os novos investimentos.

Quem manda em Cotia

Mas quem vai comandar tudo isso em Cotia? Não será mais apenas o São Paulo, mas profissionais do mercado, não necessariamente do futebol. Haverá uma dobradinha do clube com a Galápagos. O São Paulo fica com a gestão técnica do futebol e a investidora com a gestão financeira. Haverá “vendedores” como em toda empresa. Vendedores de jogadores da base.

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