Nova York – Quando a Fifa decidiu aumentar o número de participantes da Copa do Mundo de 2026 de 32 para 48 seleções, causou dois efeitos colaterais imediatos: criou uma fase de mata-matas a mais e deixou claro que algumas seleções que se classificaram para esse primeiro funil muitas vezes não têm o mesmo nível de candidatas ao título. Foi exatamente o que aconteceu no jogo entre Espanha e Áustria, que terminou em 3 a 0 para a Fúria, em Los Angeles.
Nas oitavas, o duelo será com Portugal, na próxima segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), em Arlington, nos Estados Unidos. O fato é que já não era sem tempo para a Espanha dar o ar da graça neste Mundial.
Desde que a bola rolou, o que se viu foram os austríacos acuados e os espanhóis partindo para cima, como um rolo compressor. Os espanhóis deixaram clara a sua estratégia: pressionar os austríacos e fazer circular a bola até encontrarem espaços para machucar os rivais. Para se ter uma ideia do tamanho do domínio dos ibéricos, eles controlaram a bola durante 64% do tempo. Finalizaram 23 vezes, com dez chutes no gol. Mesmo contando com os serviços do badalado atacante Konrad Laimer, a Áustria não acertou uma mísera oportunidade no alvo.

Espanha sem freio?
Sem forçar muito, a Espanha demorou 36 minutos para abrir o marcador. Foi em um cruzamento rasteiro de Cucurella, pela esquerda, que Oyarzabal mandou para as redes. A Espanha devia ao mundo. Aos 21 do segundo tempo, uma outra trama pela esquerda, entre Cucurella e Baena, terminou com a bola na rede desviada por uma cabeçada fulminante de Pedro Porro. A dois minutos do fim do tempo regulamentar, outra vez Cucurella conectou Oyarzabal com um passe rasteiro para o artilheiro do dia marcar o seu segundo gol, com um chute cruzado.
Com a vitória, mesmo diante da fraca Áustria, a Espanha “recupera” o moral na competição e a sua condição de favorita muito antes de a Copa começar.
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Diante de tal diferença de nível entre as duas equipes, no final, a vitória de 3 a 0 da Espanha saiu barato para os rivais. “Fizemos uma partida fantástica, quase perfeita, mas temos de continuar melhorando”, disse o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, na sua entrevista coletiva. Criticados na fase de grupos, para os espanhóis o Mundial de 2026 acaba de começar.





