O Palmeiras inicia a pré-temporada de 2026 debaixo de uma atmosfera que Abel Ferreira se habituou no ano passado e que promete se intensificar: a de cobrança por resultados após a sequência do “quase”. Depois de fechar 2025 com os vice-campeonatos da Libertadores, do Brasileirão e do Paulista, o Verdão entra na nova temporada com a missão de provar que a fase de bicho-papão de títulos não está esgotada.

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A sombra de 2025

O ano que passou foi de esperança, decepção e resiliência para o torcedor. O rótulo de “ano da reformulação” — com a chegada de 12 jogadores e a saída de 16 — até serviu de justificativa por algum tempo. Acontece que as derrotas nas finais (para Flamengo e Corinthians), a perda do título nacional também para o rubro-negro e a eliminação para o arquirrival paulista na Copa do Brasil abalaram as estruturas do clube.

Vice Paulo Buosi, Abel Ferreira e Leila Pereira enfrentam pressão da torcida por conquistas em 2026 / Palmeiras

Se o copo meio cheio mostra a competência de brigar pelos títulos, o meio vazio escancara a falta de poder de decisão. Nem o papel digno na Copa do Mundo do Clubes da Fifa foi capaz de aliviar essas sensações negativas no fim do ano. Como resultado, a gestão de Leila Pereira passou a enfrentar críticas pelo alto investimento e pela falta de troféus, e o técnico Abel Ferreira, apesar da renovação até 2027, começa o ano pressionado e sabendo que precisa entregar conquistas e não apenas competitividade.

Abel precisa se reinventar

Abel perdeu a “imunidade” que tinha por causa dos muitos títulos conquistados nas três primeiras temporadas de Palmeiras – ele já passa de cinco anos no posto. Embora a renovação até 2027 tenha trazido uma sensação de estabilidade institucional, ela também elevou a barra da cobrança, uma vez que o português tem sido questionado externa e internamente.

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O torcedor, acostumado com as festas e as faixas, desaprova o pragmatismo do técnico especialmente nos momentos decisivos de 2025. Por trás dos muros, há um certo incômodo pela percepção de “transferência de responsabilidade” nos insucessos. O ambiente para Abel em 2026 passa pela sua capacidade de reinventar. Reinventar o time e ele próprio desta vez. Não basta apenas “competir”. Portanto, há uma exigência por um futebol que justifique o investimento. Por ora, dentro do Palmeiras não se fala com convicção em trocar o treinador, mas Abel precisará provar que seu ciclo não atingiu o teto.

Capitão do Botafogo, Marlon Freitas chega para dar mais experiência ao meio-campo palmeirense: R$ 35 milhões / Botafogo

A falta de experiência do elenco em momentos decisivos foi uma das questões identificadas pela diretoria e pela comissão técnica. A equipe perdeu lideranças como Marcos Rocha, Zé Rafael e Rony – além de Weverton ter se lesionado na reta final –, e recebeu jogadores jovens e promissores, tendo como premissa obter retorno técnico e, posteriormente, financeiro. Na maioria das contratações, não aconteceu nenhuma das duas coisas.

Palmeiras cascudo

Por isso, a estratégia para 2026 já está traçada e sinaliza uma mudança de rota: buscar no mercado jogadores prontos para entregar essa “casca” à equipe. O acerto com  Marlon Freitas, do Botafogo e a busca por outros nomes demonstram o desejo por atletas que cheguem para vestir a camisa e jogar. De modo que nas alamedas do clube, a conversa é de mais três reforços.

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