Após o empate do Palmeiras com o Grêmio e a vitória do Flamengo sobre o Bragantino, a briga pelo topo do Campeonato Brasileiro ganhou novos contornos e um grau maior de dificuldade para o time paulista. Finalizada a 28ª rodada, o rubro-negro abriu três pontos na ponta da tabela, com a vantagem extra de ter duas vitórias a mais. Isso significa que o Palmeiras não depende apenas de si para ser campeão – mesmo que se dê bem no confronto direto marcado para a 36ª rodada.
O cenário de exigência física e mental, no entanto, vai além do torneio de pontos corridos. Enquanto o rival carioca concentra suas forças em apenas mais uma frente, a Libertadores, o Palmeiras segue firme na disputa das semifinais tanto do torneio continental quanto da Copa do Brasil. O calendário sobrecarregado transformou o planejamento do clube em discussão para parte da torcida. Vale seguir com a ideia das três taças? Ou é melhor escolher duas delas para focar?

Há uma ala dos palmeirenses do clube que defende que a equipe precisa priorizar competições, sob o argumento de não haver qualificação de elenco e força suficientes para lutar nas três frentes, o que aumentaria o risco de fracassar em todas elas. Nesse contexto, o Palmeiras busca alternativas para gerir o grupo de jogadores sem perder o foco nos seus objetivos principais da temporada. Abel reafirmou que não pretende desistir de nenhuma das competições. Ainda existe a possibilidade, mesmo que remota, de Paulinho ajudar o time.
Priorizar ou não, eis as questão
Será que chegou a hora de priorizar alguma competição ou o elenco dá conta de brigar pelos três títulos até o fim? Essa pergunta despertou na cabeça de muitos palmeirenses depois do tropeço do fim de semana e do cenário que se apresenta atualmente. “Faltam 16 finais. Jogo a jogo. Já colocamos esse objetivo internamente”, afirmou o auxiliar João Martins, que substituiu o suspenso Abel Ferreira no jogo de Porto Alegre.

Pelas palavras da comissão técnica, neste momento não há muita dúvida sobre a intenção do clube em manter o foco total. Isso também inclui conversas com o diretor de futebol, Anderson Barros, e com a presidente Leila Pereira. O discurso encontra coro nas escalações recentes, em que a decisão de poupar jogadores partiu muito mais do controle de carga do Núcleo de Saúde e Performance do que por opção técnica. Com poucos jogos para o fim do ano, o Palmeiras quer manter a força nas frentes de batalha.
Convocações na reta final
No entendimento do clube, há um controle de energia viável por causa do espaçamento das datas, já que a Copa do Brasil só retorna ao mapa em novembro – o Palmeiras inicia sua disputa com o Vasco no dia 1 daquele mês –, e a Libertadores, diante do Fluminense, volta no dia 14 de outubro.
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Com a data-Fifa, o Palmeiras só volta a campo no dia 8 de outubro, quando recebe o Bahia no Nubank Parque, pelo Brasileirão. Ainda que não tenha atletas chamados para a seleção brasileira principal, há três no sub-20, incluindo Erick Belé e Heittor, e sete em outras seleções sul-americanas: Gustavo Gómez, Maurício e Ramón Sosa, pelo Paraguai; Augustín Giay e Flaco López, pela Argentina; Piquerez, pelo Uruguai; e Jhon Arias, pela Colômbia. “Primeiramente, vamos focar em recuperar física e mentalmente, é o mais importante na parada. Depois, vamos voltar às bases, a pontos que achamos que são essenciais no nosso trabalho, esperar que corra tudo bem com os jogadores na seleção, que voltem bem, é essencial para essa fase final”, avaliou João Martins.





