De Londres
Quando o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, surgiu na sala de conferências do Emirates Stadium, minutos depois da vitória por 2 a 0 do Brasil sobre Senegal, era visível que ele estava contente. Não era para menos. Além de superar um dos raros países que ainda estava invicto contra a seleção, a forma como a partida se desenrolou, com direito a uma boa apresentação, para ele era um sinal de que seu trabalho para recuperar a reputação do time pentacampeão mundial havia encontrado um caminho.
“A seleção brasileira fez um jogo muito bonito, com sacrifício e concentração a nível defensivo”, disse o treinador, fazendo questão de se expressar, sempre, em português. “Gostei do sacrifício para defender e, neste sentido, todos os nossos jogadores trabalharam muito bem.”

Enfrentando uma das mais poderosas seleções da África, o Brasil teve mais controle de bola, criou mais oportunidades de gol e manteve sua linha defensiva bem posicionada, praticamente não concedendo chances aos senegaleses. E isso é, realmente, um motivo para ser comemorado.
Aprender com o erros
Ok, no decorrer da partida houve uma falha do goleiro Ederson, que errou na saída de bola, aos 6 minutos da segunda etapa, após ser pressionado por Nicolas Jackson. Esse lance quase terminou em gol (para sorte do Brasil, na sequência, a finalização de Iliman Ndiaye bateu na trave e saiu). Como essa bola não se transformou em gol, ela servirá como lição para que a equipe não se esqueça de que um vacilo pode alterar o curso de uma partida e de uma Copa. Foi este cenário que se viu na reação do Japão sobre o Brasil, cuja virada começou em um erro individual do zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro.
Se naquela partida o erro acendeu um alarme, a falha contra Senegal valeu como um lembrete de como uma falha pode pesar.

Ancelotti também elogiou o entrosamento entre Éder Militão e Estêvão pelo lado direito. Sobre o versátil jogador da defesa brasileira, ele disse: “Militão está em uma condição espetacular física e mental. Com essa atitude, pode jogar em todas as posições da defesa.” Quanto a Estêvão, o italiano derramou-se em elogios. “É uma surpresa ver um jogador tão jovem com tanto talento”, disse. “Ele é um jogador preciso e muito contundente.”
Fim dos testes
Entretanto, para Ancelotti, tão importante como o bom desempenho individual dos atletas foi a sensação de que a seleção brasileira também está evoluindo coletivamente. “A espinha dorsal deste time, eu já conhecia antes deste jogo contra o Senegal”, comentou. “Mas, pouco a pouco, conforme vamos nos aproximando da Copa do Mundo, tudo fica mais claro e os testes vão acabando.”
A chance de Vitor Roque
Respondendo a uma pergunta de The Football , o técnico confirmou que o centroavante Vitor Roque deverá ter minutos em campo contra a Tunísia. Será a grande chance de o palmeirense conquistar seu espaço entre os 26 jogadores que serão inscritos para o Mundial de 2026. A sete meses da sua estreia na competição, segundo ele chegou a hora de a seleção brasileira consolidar um estilo de jogo eficiente e vencedor.





