Dallas – Muita gente não entendeu nada quando o técnico da Noruega, Stale Solbakken, sem aviso prévio, decidiu poupar seus titulares durante a última partida da fase de grupos contra a França. Ainda mais depois de os Bleus sapecarem uma goleada de 4 a 1 para cima dos nórdicos. “O meu papel é escalar os jogadores que possam nos levar o mais longe possível em uma competição que não disputávamos há 28 anos”, disse o treinador após aquela partida na Filadélfia. Quatro dias depois, muitos críticos de Solbakken mudaram de opinião.
Pois contra a equipe da Costa do Marfim – com seus jogadores hábeis e tecnicamente fortes – e com um possível jogo eliminatório contra o Brasil na sequência, a Noruega não podia se dar ao luxo de desperdiçar um único joule de energia.

E, de fato, a partida contra os africanos exigiu muita intensidade. Sob pressão de jogadores fortes e técnicos, os nórdicos não tiveram uma atuação das mais brilhantes. Mas foram eficazes nas poucas ocasiões que tiveram. A primeira, seis minutos antes do final do primeiro tempo, veio de uma jogada do atacante Antônio Nusa, que driblou Pépé e finalizou para a rede, com um chute cruzado, sem dar chance para o goleiro Yahia Fofana.
No segundo tempo, os costa-marfinenses empataram aos 16 minutos, com um gol de Diallo. No entanto, quando parecia que a partida estava se encaminhando para uma prorrogação – e, quem sabe, para a disputa de pênaltis –, a bola sobrou para Erling Haaland a poucos metros das traves. Cochilo dos zagueiros da Costa do Marfim? Pouco importa. Ele marcou mais umem sua já impressionante carreira de artilheiro.
O cometa Haaland
“Haaland é, hoje, o maior artilheiro do mundo”, disse Solbakken na entrevista coletiva que concedeu após o jogo. “Marcar cinco gols nesta competição, por um país pequeno como a Noruega, é algo que nem ele mesmo imaginava que conseguiria: eu não o trocaria por nenhum outro atacante.”
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Estrategicamente, o técnico norueguês orientou seus jogadores a falarem o mínimo possível do seu adversário das oitavas de final: o Brasil. “Será um jogo muito difícil, a seleção brasileira tem um grande time, com vários jogadores que estão entre os melhores do mundo, incluindo os que conheço do Arsenal (Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães)”, disse o meia Martin Odegaard. “Espero que nossa equipe esteja à altura para que possamos fazer uma grande batalha”. Sem falar muito, os noruegueses planejam dar o seu bote na hora certa.





