É preciso olhar com atenção, sem apontar as cores do time ou qualquer clubismo para as premiações que o Palmeiras ganhou na edição deste ano da Confut, evento que reúne nesta semana na Mercado Livre Arena Pacaembu personalidades, clubes e entidades do futebol brasileiro e sul-americano. A premiação mostra um clube nos trilhos, como reza a cartilha e cobra o futebol moderno do país e fora dele.

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Não quero personalizar os nomes dos premiados, mas é preciso registrar quem levou a honraria: Leila Pereira. Gisele Silva e João Paulo Sampaio. O Palmeiras ganhou ainda como Melhor Arena e Melhores Práticas de Gestão. Meu destaque é nessa linha: das modalidades premiadas, uma carência no futebol brasileiro.

Leila Pereira é premiada pela gestão que faz no comando do Palmeiras em seu segundo mandato /Palmeiras

O futebol precisa ter melhores gestores. Ponto. Os clubes brasileiros, e as SAFs, precisam ter gestores mais competentes, que gastem menos do que arrecadam, que não deixem as agremiações com dívidas impagáveis, que honrem seus compromissos e que ganhem campeonatos. Não há mais espaço no futebol do Brasil para amadores. Nem da América do Sul. É impossível ter boas equipes e elencos competitivos sem olhar para as finanças. Um presidente não pode, em hipótese alguma, ser irresponsável com o dinheiro alheio. Não é só ganhar jogos e torneios. É se sustentar.

Este prêmio é motivo de orgulho não somente para mim, mas para todas as mulheres que buscam o seu espaço em ambientes onde o machismo ainda predomina. É também um importante reconhecimento da indústria do futebol a tudo o que temos feito para o crescimento deste clube gigantesco.
LEILA PEREIRA

Gisele trabalha diretamente com os atletas do Palmeiras. Ela cuida da cabeça dos jogadores, da pressão que eles têm de suportar durante os 90 minutos de um jogo, mas sobretudo dos males que envolvem a profissão, aliada ao amor e ódio dos torcedores e de uma vida pessoal, muitas vezes sem base e regras claras. Ela tenta manter os jogadores de cabeça fria, como diz o livro do técnico Abel Ferreira.

Necessidade da base

João Paulo Sampaio abraçou não um trabalho, mas uma causa: formar garotos no futebol e na vida. É um trabalho que caminha junto desde os 10 anos de idade desses meninos na Academia do Palmeiras, ou até antes disso. São pais e mães que entregam suas crianças para profissionais preparados. O fim desse caminho não é comparado apenas ao sucesso alcançado por Estêvão e Endrick, mas a preparação de meninos para a vida. 

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Mas não dá para negar a revelação de grandes jogadores na base, que trazem receitas para o clube e bons jogadores para o time principal. Dessa forma, Sampaio e seus parceiros cumprem todos os objetivos do que se propuseram a fazer. Tenho comigo que é o principal trabalho no futebol brasileiro desde sempre. As escolhas do Profut são feitas por meio de votação aberta ao público e também por um júri formado por especialistas.

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