Leonardo de Sá
Jogadores do São Paulo e do Santos detonaram o árbitro João Vitor Gobi como não se via fazia tempo. Tanto o zagueiro tricolor Sabino quanto o volante santista Zé Rafael acusaram o juiz de campo do clássico no Morumbis de xingar o lateral Vini Lira. Eles nem esperaram o fim do jogo para desabafar. Fizeram as denúncias no intervalo. “Se ele quer respeito, ele tem de dar respeito. Ele mandou o Lira para aquele lugar”, disse Zé Rafael, inconformado.
O comportamento de João Vitor Gobi foi capaz de uma situação rara no futebol: unir rivais em um mesmo jogo contra a arbitragem. Os jogadores estavam irritados. E combinaram o desabafo. Antes de responder sobre a partida no primeiro tempo, eles pediram licença para testemunhar o que viram e ouviram do árbitro.

Erros da arbitragem são comuns. Não é a primeira vez — e provavelmente não será a última — que esse tipo de situação se repete no futebol brasileiro, com jogadores e técnicos entendendo que um time foi ajudado e o outro prejudicado. As últimas rodadas dos campeonatos estaduais e o início do Brasileirão são prova disso. Basta observar as polêmicas que dominaram os mais diversos programas esportivos ao longo da semana. Mas desta vez, as broncas foram de comportamento. Os atletas não aceitaram os xingamentos do árbitro em campo.
São Paulo e Santos
O primeiro tempo da partida no Morumbis foi amarrado e feio, com os atletas nervosos e a arbitragem incapaz de controlar a cena. Houve muitas paradas. O futebol não fluía, com pancada e pouca técnica. Só no primeiro tempo, foram 16 faltas, oito para cada lado, além de um jogador expulso, Gabriel Menino, e cinco cartões amarelos. Uma partida desse tipo costuma transformar a atuação de qualquer árbitro em um verdadeiro “inferno”. Mas isso não dá direito a xingamentos.
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Sabino disse também que as insistentes reclamações dos jogadores atrapalham o andamento do jogo. Ele sabe disso. Mas não aliviou para o árbitro. Tudo isso ocorre na mesma semana em que a CBF anuncia a profissionalização da arbitragem no Brasil, com a contratação de 72 membros, entre juiz de campo, bandeirinhas e a turma do VAR. O projeto está em prática, mas as mudanças podem demorar. No caso de João Vitor Gobi, a Federação Paulista certamente tomará suas providências. Entenda-se “geladeira” para ele.






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