Nova York – Raphinha é um dos seis jogadores titulares da seleção brasileira. Ele não disputa posição com nenhum outro do atleta. Mas pode ser deslocado da direita para a esquerda e ainda com passagens pelo meio de campo. Ele e Vini Jr. são os dois pilares de Carlo Ancelotti no ataque do Brasil. Em uma equipe em que todos brigam por um lugar, Raphinha tem o privilégio de andar na janelinha.

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O atacante do Barcelona não é craque na concepção da palavra, mas tem prestígio com o treinador desde os tempos em que enfrentava o italiano no ‘El Clásico”, entre Barcelona e Real Madrid. Antes de assumir o posto na seleção, Ancelotti comandou por anos o clube de Madri. Raphinha sempre foi uma pedra no seu sapato. “Eu sempre me dei bem contra ele jogando pelo Barcelona. Agora espero poder ajudá-lo na Copa”, disse o atacante, sem entregar sua posição e função na seleção.

Raphinha é uma dos seis titulares de Carlo Ancelotti na seleção para começar a Copa do Mundo / CBF

Ancelotti disse ter o time pronto para a estreia contra Marrocos na Copa do Mundo. O torcedor ainda debate a escalação, se com um atacante de área, como Endrick, ou um “faz tudo” como Matheus Cunha, ambos bom de bola. Mas o treinador se recusa a revelar a equipe. Ele dará na sexta-feira mais uma entrevista coletiva antes da estreia do Brasil, mas não promete revelar os 11. Raphinha é certo que joga.

Respeito vem dos tempos do ‘El Clásico’

No Barcelona, o atacante atua pela direita, já apareceu na esquerda e teve algumas passagens pelo meio da área. Igualzinho ao que faz na seleção. Ancelotti é encantado com Raphinha. Sua versatilidade convenceu o treinador do Brasil antes mesmo de assinar o contrato com a CBF. O primeiro.

O atacante disse nesta quarta-feira sentir menos pressão agora do que quatro anos atrás, no Catar, quando disputou a sua primeira Copa do Mundo. Ele admitiu que era um atleta imaturo no clube e também na seleção, condição que deixou para trás. Raphinha está quatro anos mais maduro e confiante. Seus gols pelo Barcelona transformaram a sua vida e carreira. E ele deu “a sorte” de ter no comando da seleção o treinador que tantas vezes o “ódio” contra o Real Madrid.

Raphinha, um desconhecido do brasileiro?

Raphinha tem sete gols pelo Barcelona diante do time de Madri. Ele é o segundo brasileiro que mais gols marcou no “El Clásico”. Vini Jr. é o primeiro, com oito. “Eu me cobro quando não marco gols nem participo das jogadas de gols. Me cobro mais até do que o “mister” (Ancelotti). Mas estou muito preparado”, comentou nos 20 minutos em que falou com os jornalistas.

O atacante natural de Porto Alegre (RS) admite, no entanto, ser um “desconhecido” do torcedor brasileiro porque saiu cedo de casa e também não tem um clube identificado com ele no futebol brasileiro. Ele nunca jogou no Brasil. O seu primeiro clube profissional foi o Vitória de Guimarães, de Portugal. “Mas não posso mudar isso. Na Europa, sou mais conhecido do torcedor. Sei que isso se dá pela falta de identificação com algum clube brasileiro.”

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Raphinha não é o único nesta condição. Há, como ele, muitos outros “desconhecidos” do torcedor brasileiro na seleção. São atletas que partiram cedo para a Europa ou outra parte do mundo a fim de construir uma carreira. Vini Jr. vestiu por pouco tempo a camisa do Flamengo, mas a sua identificação com o torcedor rubro-negro é gigantesca. E ele nunca deixou que isso morresse quando foi para o Real Madrid. Raphinha teve a primeira chance de estreitar esse relacionamento com o brasileiro na última Copa do Mundo, mas não deu muito certo. Agora, como titular de Ancelotti, ele sabe que tem nova oportunidade de ser abraçado pelo torcedor. A caminhada começa neste sábado, na estreia contra Marrocos.

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