Leonardo de Sá
Contratado pelo Benfica para esta temporada, Richard Ríos começa a justificar o investimento feito pelo clube português. Ex-Palmeiras, o meia colombiano vive seu melhor momento desde que chegou à Europa e atravessa uma sequência que poderia ser atribuída a um atacante: três gols e uma assistência nos últimos seis jogos. Mais do que os números, porém, o que tem feito Ríos cair nas graças da torcida é o peso de suas atuações em partidas decisivas.
A retomada começou na Taça de Portugal, no mês passado, quando saiu do banco para marcar de cabeça contra o Atlético CP e abrir caminho para a vitória por 2 a 0. Pouco depois, em 10 de dezembro, foi novamente decisivo diante do Napoli, marcando um gol em jogada dentro da área e dando a assistência que garantiu o triunfo dos Encarnados. Na última quarta-feira, Ríos marcou o gol mais bonito da sequência: uma finalização de primeira contra o Farense, novamente abrindo o placar e encaminhando mais uma vitória pela copa nacional.

Impacto além dos gols
Embora o momento goleador chame a atenção, o desempenho de Ríos vai além da participação direta em gols. A intensidade sem a bola tem sido um dos principais diferenciais do colombiano, que passou a ser peça importante no equilíbrio do meio-campo benfiquista. Em 13 partidas pelo Campeonato Português, todas como titular, o meia lidera o elenco em duelos vencidos no chão (67), além de aparecer entre os principais em desarmes (25) e interceptações (10). Trata-se de uma característica que é considerada essencial para o futebol apresentado pelo time, segundo o treinador José Mourinho.
Ajustes e recuperação
O bom momento contrasta com o início de trajetória em Portugal. Titular desde as primeiras partidas, Ríos chegou após uma negociação de 30 milhões de euros e enfrentou um período de adaptação turbulento, marcado por atuações irregulares e por um gol contra que pesou na derrota para o Chelsea pela Champions League.

Parte das dificuldades passou por questões táticas. Em alguns jogos, o Benfica atuou com dois atacantes, o que empurrou Ríos para uma função mais adiantada, distante de suas principais características. A mudança de sistema ao longo da temporada, aliada ao processo natural de adaptação ao futebol europeu, contribuiu para a recuperação de desempenho do colombiano, que passou a atuar mais próximo de sua zona de conforto no meio-campo.
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Cenário instável
Apesar da fase positiva de Ríos, o Benfica ainda oscila coletivamente. Na Liga de Portugal, a equipe ocupa a terceira colocação, invicta, mas já distante do líder Porto e atrás também do Sporting. Na Champions League, a campanha é irregular, com o clube fora até mesmo da zona de playoffs para as oitavas de final.
Em meio a esse cenário, a boa fase do ex-Palmeiras surge como um dos pontos de estabilidade da equipe. A expectativa é que o momento decisivo do colombiano ajude o Benfica a sustentar a reação nas competições nacionais, enquanto busca fôlego para se manter vivo no cenário europeu.





