Por Matheus Trunk
Um goleador imprevisível. Seus gols levaram um modesto time de uma cidade de 38 mil habitantes para as primeiras posições do Paulistão. E deram uma tremenda dor de cabeça para o técnico Abel Ferreira. Aos 34 anos, Robson está vivendo o apogeu de sua trajetória. Em três jogos pelo principal Estadual do Brasil, o camisa 11 do Novorizontino já anotou seis gols. Metade deles foi em cima do Palmeiras.
O atacante é um verdadeiro cigano da bola: em dezesseis anos de carreira, Robson já passou por doze times. “No mínimo tem de correr, no mínimo tem de ajudar, trabalhar e lutar bastante em campo”, destacou o jogador após a goleada por 4 a 0 diante do Palmeiras. Ele marcou três gols e destruiu a defesa do time de Abel.

O curioso é que Robson tem até baixa estatura se comparado com outros centroavantes brasileiros. Com 1,76m de altura, o atleta tem no posicionamento um dos seus pontos fortes. Um exemplo disso foi o seu primeiro gol contra o Palmeiras, marcado de cabeça após o escanteio cobrado por Maykon Jesus. Outro ponto forte é a experiência e a frieza em lances decisivos. Foi assim no terceiro gol do time nesta terça, quando o jogador se aproveitou de uma lambança entre Luighi e o goleiro Marcelo Lomba.
Robson era ponta
Na coletiva, o técnico Enderson Moreira elogiou a dedicação e a entrega do atleta. Ele relembrou que os dois tinham trabalhado anteriormente no Fortaleza. “Ele era jogador de lado do campo, não era centroavante. Então, o Robson está passando por uma transformação, uma adaptação. Ele ainda está aprendendo os movimentos daquele setor”. O treinador explicou que o camisa 11 tinha tido uma lesão que o prejudicou em 2025. “Ele se cobra muito e é até um pouco arredio porque sempre se dedicou…mesmo não estando bem”.
Começou na Ponte Preta
Formado nas divisões de base da Ponte Preta, o jogador estreou profissionalmente no Campeonato Paulista de 2010, lançado pelo técnico Sérgio Guedes. Mas teve poucas chances no time de Campinas, transferindo-se para o São Caetano. O atacante foi pouco utilizado também no Azulão, sendo emprestado para outras equipes do interior paulista, como Comercial-SP, Ferroviária e Rio Claro. Voltou para o time do ABC em 2014, onde disputou o Paulista da Série A2 e o Brasileiro da Série C.
Destacando-se no São Caetano, Robson, que nunca teve apelido, acabou assinando com o Paraná Clube. Foi destaque no time paranaense na campanha do Brasileiro da Série B de 2016, quando recebeu uma proposta do São Paulo. O Tricolor pagou R$ 300 mil pelo empréstimo do jogador. Mas Robson pouco atuou no Morumbi: foram sete partidas e nenhum gol. Os titulares da posição eram nomes mais “cascudos”. como Kelvin e Christian Cueva.

Depois, Robson seguiu para o Bangkok United, da Tailândia. Foi sua única experiência no exterior. Em 2019, transferiu-se para o Coritiba, onde fez duas temporadas com bastante gols. Acabou sendo levado ao Fortaleza para festejar dois campeonatos cearenses (2021 e 2022) e uma Copa Nordeste (2022). O então camisa 7 chegou a disputar a Libertadores pelo clube nordestino.
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Em janeiro de 2023, o Coritiba pagou R$ 2,2 milhões para ter 100% dos direitos econômicos do jogador. A segunda passagem foi vitoriosa em termos individuais para o atleta. Robson foi o artilheiro do Campeonato Paranaense de 2024, com 11 gols. E caminha para repetir a dose no Paulistão. Assinou com o Novorizontino no início da temporada passada. Teve uma lesão que o prejudicou bastante na Série B. O camisa 11 está no seu melhor momento. Ao todo, o jogador fez 530 jogos no futebol profissional e marcou 115 gols.





