A saída de Rodrigo Caio da comissão técnica do Flamengo, oficializada no início deste mês, não foi apenas uma decisão administrativa, mas um dever de lealdade aos técnico demitido Felipe Luís. Em entrevista ao podcast do amigo Diego Ribas, o ex-zagueiro detalhou os bastidores de seu pedido de demissão ao presidente Bap e ao diretor de futebol José Boto, que ocorreu imediatamente após o desligamento do técnico.

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Contratado em maio de 2025 para integrar a comissão técnica permanente da Gávea com foco no sistema defensivo e nas bolas paradas, Rodrigo Caio revelou que sua permanência estava, desde o primeiro dia, condicionada à presença de Filipe Luís. Foi uma decisão de trabalho do próprio auxiliar.

Rodrigo Caio é multicampeão como jogador: ele integrou a comissão fixa por dez meses do Flamengo / Flamengo

Hoje em dia, contrato vale mais do que palavra. Para mim, é o
contrário. palavra tem um peso enorme. É isso que me faz dormir em paz me dá orgulho de como conduzo minha carreira.
Rodrigo caio

“Eu falei para o Filipe Luís: ‘Estou indo por você e também pelo Flamengo, que é um clube que eu amo. Mas a partir do momento que você sair, eu saio junto‘. Isso sempre foi algo muito claro para mim”, afirmou o ex-zagueiro. Ele pode agora fazer parte da comissão do treinador caso ele assine com algum clube neste ano.

Palavra como contrato

Mesmo com a demissão de Filipe Luís após uma sequência conturbada, a diretoria do Flamengo manifestou o desejo de manter Rodrigo Caio no clube. Foi o próprio presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que o convidou para permanecer na comissão fixa do Flamengo. No entanto, para o ex-defensor, a palavra dada ao amigo e ex-companheiro de equipe pesou mais do que qualquer vínculo formal ou estabilidade financeira.

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Rodrigo Caio explicou que ligou para Bap para agradecer a oportunidade e explicar sobre a sua saída. “Ele me convidou para permanecer. Eu agradeci, porque é uma honra muito grande, mas expliquei que a palavra é uma só. Disse: ‘Não posso, vai contra os meus princípios. É inegociável‘”, ressaltou.

Legado na nova função

Em dez meses como auxiliar, Rodrigo Caio contribuiu para a solidez defensiva que culminou no título da Libertadores de 2025 – conquista decidida justamente em uma jogada de bola parada, setor sob sua responsabilidade também. Agora, o Flamengo inicia a era Leonardo Jardim sem o ex-zagueiro. A diretoria do Flamengo não se manifestou sobre a contratação de outro auxiliar fixo para a comissão.

 

 

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