Em questão de sete dias, o São Paulo saiu das sombras da zona de rebaixamento e entrou de vez na briga pelos primeiros lugares do Brasileirão. A vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense, na tarde deste domingo no Morumbis, foi a terceira consecutiva e, talvez, a mais emblemática desse processo de reconstrução. O time de Hernán Crespo não apenas venceu — dominou o jogo do início ao fim, com autoridade, intensidade e fome de vitória. Tudo aquilo que tem sido a marca do argentino desde que assumiu o comando do clube.

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Duas semanas atrás, após uma derrota para o Flamengo, Crespo soou abatido em entrevista. Disse estar aliviado por não enfrentar mais o time carioca. Na hora, pareceu uma confissão de inferioridade. Mas, na prática, foi o ponto de virada. Desde então, o São Paulo incorporou o espírito do seu treinador: um time que corre, morde, luta e se orgulha de vestir a camisa.

Jogadores do São Paulo festejam vitória por 3 a 1 diante do Fluminense no Morumbis: 22 pontos / SPFC

Neste domingo, o roteiro foi claro. Aos 24 minutos, Luciano — em mais uma tarde iluminada apesar de um pênalti perdido — cruzou na medida para Arboleda abrir o placar. O São Paulo seguiu dominante e teve a chance de ampliar ainda na primeira etapa, em pênalti marcado com auxílio do VAR após toque de mão na área tricolor. Luciano cobrou, mas parou no interminável Fábio, que, às vésperas de completar 46 anos, ainda mostra reflexo e competência.

Gol de Ferreirinha

Se o Flu imaginava que o erro mudaria o cenário, se enganou. O São Paulo voltou do intervalo com a mesma intensidade, mesmo diante das quatro alterações feitas por Renato Gaúcho, que tentava desesperadamente acordar sua equipe. Aos 13 minutos, Marcos Antônio — o motor silencioso do meio-campo são-paulino — lançou Ferreirinha, que entrou livre nas costas da zaga e finalizou com categoria: 2 a 0.

O Fluminense, enfim, acordou. Pressionou, empurrou o São Paulo para trás e conseguiu diminuir com um belo chute de Samuel Xavier após rebote mal afastado da defesa. Mas foi só. Quando o jogo ameaçava virar drama, Ferraresi — que mais uma vez foi gigante na zaga — roubou uma bola no meio, avançou com autoridade e lançou Tapia, que havia acabado de entrar. O atacante ganhou na velocidade e, frente a frente com Fábio, não perdoou: 3 a 1. Vitória justa, incontestável e celebrada com euforia pela torcida.

São Paulo é coletivo com Crespo

O São Paulo foi coletivo, intenso e preciso. O time de Crespo tem seus pilares bem definidos. Na defesa, Ferraresi lidera uma linha de três que tem se mostrado sólida, com Arboleda e Alan Franco. No meio, Marcos Antônio comanda o ritmo da equipe, conduzindo transições com inteligência e controle. E no ataque, Luciano recuperou a confiança e virou referência — é hoje a alma ofensiva do time, ocupando o espaço que antes era de Calleri, Lucas ou Oscar.

Arboleda: zagueiro marcou o primeiro gol do São Paulo contra o Flu. Sua cabeçada lembrou Serginho Chulapa / SPFC

Do outro lado, o Fluminense parece ainda viver do passado. A equipe que foi a melhor sul-americana no Mundial de Clubes ainda não entendeu que o torneio ficou para trás. A quarta derrota seguida é mais do que um tropeço: é um sinal de colapso. O time parou no tempo, e Renato começa a ouvir as mesmas críticas que, em outros momentos, já rondaram sua trajetória.

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No fim, o Morumbis explodiu. O torcedor são-paulino não só comemorou o desempenho, como não perdeu a chance de provocar. Em coro, as arquibancadas ecoaram uma provocação incômoda, adaptada a um rival carioca que vive de lembranças:
“Sem Mundial! Sem Mundial! Sem Mundial!”

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